foto13.jpg
Está aqui:   Início Ano da Fé
Ano da Fé
O Baptismo de Jesus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O BAPTISMO DE JESUS

Baptizar significa “imergir”. No seu baptismo, Jesus imergiu simbolicamente na história de pecado de toda a humanidade. Ao fazê-lo, toma sobre si os nossos pecados e compreende o seu baptismo como uma interpretação antecipada do seu sofrimento, morte e da sua ressurreição. Jesus é o Filho amado do Pai, mas, a intimidade divina, em vez de O separar une-O aos pecadores. Deus está próximo de quem se reconhece pobre e necessitado de ser salvo. O Pai fala, regozijando-se com o seu Filho, autenticando a sua missão, atestando a autoridade da sua Palavra, desvelando a sua identidade e comunica-lhe o poder do Espírito Santo para que possa realizar a sua missão. O que Jesus era desde a sua concepção é agora revelado ao mundo.

À luz dos acontecimentos da Páscoa, a imersão no rio Jordão surge quase como que o prelúdio do supremo “baptismo” nas águas da morte pelos nossos pecados, enquanto a primeira apresentação pública do Messias anuncia antecipadamente a entronização na glória da ressurreição. A Igreja compreendeu que Jesus tinha vindo santificar o rito do baptismo e dar-lhe, graças ao seu baptismo de sangue – isto é, a sua paixão e a sua morte – e graças à sua ressurreição, o valor de salvação para toda a humanidade.

 

Existe uma comunhão entre pecadores e justos, porque, efectivamente, não existem justos.
(Gertrud von le Fort)
 
A Infância e a Vida Oculta de Jesus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A INFÂNCIA E A VIDA OCULTA DE JESUS

Pelo seu significado salvífico, os acontecimentos da infância e da vida oculta de Jesus têm grande relevo na fé, na devoção, na tradição cultural e artística do povo cristão. A Igreja torna a revê-los com especial solenidade no tempo litúrgico do Natal, em que celebra o mistério da Encarnação. No nascimento de Jesus, pobre entre os pobres, é antecipada a suprema pobreza do Crucificado e começa a resplandecer a glória de Deus, entendida como revelação do seu amor. Na circuncisão do Menino Jesus exprime-se a sua pertença ao povo de Israel e a sua submissão à Lei. Na apresentação no Templo, Israel, representado por Simeão e Ana, vê coroada a sua expectativa e encontra o seu Salvador, enviado por Deus também como “luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32). Na chegada dos magos, são as nações pagãs que, através dos seus representantes, vão ao encontro do Messias de Israel e o adoram como Salvador universal. Na fuga para o Egipto, anuncia-se para o Messias um futuro de contrates e perseguições. Ele realizará a sua missão através do sofrimento. No reencontro no Templo emerge a consciência de Jesus acerca da sua missão e da sua identidade de Filho de Deus.

 A longa permanência de Jesus em Nazaré, entretecida de fadiga quotidiana e relacionamentos vulgares com as pessoas anónimas de uma obscura aldeia, manifesta também a condescendência de Deus e a sua vontade de estar connosco e à nossa disposição. Deus ama a vida quotidiana que não constitui notícia, caracterizada pela família e o trabalho, a vida da quase totalidade do género humano. É nela que se deixa encontrar; basta vivê-la como um dom e uma missão, com fé e amor. Não é necessário realizar grandes empreendimentos para sermos santos.

  

 A resposta de Maria (...) é a expressão decisivamente mais difícil da história.
(Reinhold Schneider)
 
A Origem de Jesus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A ORIGEM DE JESUS

Mateus e Lucas, nos evangelhos da infância, falam-nos da infância de Jesus antes de apresentarem o seu ministério. As suas narrativas contribuem para uma dupla resposta à pergunta sobre a origem de Jesus: Jesus tem uma origem humana: nasceu de Maria; é descendente de David. Tem uma origem divina: seu Pai é o próprio Deus.

Mateus começa por nos dar a genealogia de “Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão” (Mt 1, 1). A sucessão, de geração em geração, dos antepassados de Jesus manifesta o seu enraizamento na história da humanidade e do povo de Deus. Esta genealogia termina em José, porque é por ele, o esposo de Maria, que Jesus é legalmente o descendente de David. Mas Mateus conta, em seguida, qual foi “a origem de Jesus Cristo”: antes que José e Maria “tivessem coabitado, ela ficou grávida por acção do Espírito Santo” (Mt 1, 18). José recebe do “anjo do Senhor” a missão de “dar” ao menino “o nome de Jesus” (isto é, “o Senhor salva”), “porque é Ele que salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1, 21). Em Lucas, depois da saudação, o anjo anuncia a Maria que ela vai conceber um filho, que será o Messias de Israel e no qual se cumprirão as promessas messiânicas. À pergunta de Maria “Como vai ser isso, se eu não conheço homem?”, o anjo responde que o menino, concebido por acção do Espírito Santo, será o Filho de Deus.

Segundo o evangelista João, a vida de Jesus mergulha em Deus: saiu de Deus, o Pai que o enviou, e volta para Deus (cf. Jo 13, 3; 14, 3-4). No prólogo do seu evangelho, São João remonta em Deus até àquele princípio mais absoluto que o do Génesis, em que o Verbo era, em que ele preexistia junto de Deus e ele próprio era Deus. Depois deixa-nos esta afirmação: “O Verbo fez-se carne” (Jo 1, 14). O prólogo termina com estas palavras que dizem ao mesmo tempo, quem é Jesus, donde vem e porque é que veio: “Deus, ninguém jamais o viu; o Filho único, que está no seio do Pai, é que no-lo deu a conhecer” (Jo 1, 18).

Deus é tão grande que Se pode tornar pequeno. Deus é tão poderoso que se pode fazer indefeso, aproximando-Se de nós como uma criança indefesa, para que O possamos amar.

(Bento XVI)
 
Os Evangelhos e Jesus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

OS EVANGELHOS E JESUS

Os cristãos são aqueles que puseram a sua fé em Jesus de Nazaré. Comprometeram a própria vida no seu seguimento. Confessam, ou melhor, proclamam que “Deus o ressuscitou dos mortos” (Act 3, 15), como Filho de Deus e como Salvador, como Senhor e Cristo, Messias de Deus. Tal é a fé dos Apóstolos expressa desde o início do Evangelho: “Começo da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Tal é a tradição unânime da Igreja expressa no símbolo da fé: “Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho único de Deus”.

Jesus de Nazaré não é uma ideia, mas uma pessoa concreta. Isso mesmo o confirmam também os documentos de proveniência hebraica e pagã. Mas são os quatro Evangelhos que o dão a conhecer de forma substancial na sua vivência pessoal, na sua acção e ensino. Os quatro Evangelhos têm valor histórico, na medida em que referem fielmente as obras e as palavras de Jesus, repensadas à luz dos acontecimentos pascais, sob a inspiração do Espírito Santo. Eles são expressão da fé dos evangelistas e da primeira comunidade cristã, mas isso não impede que os consideremos fonte de informação segura, porque a fé cristã caracteriza-se precisamente pelo facto de se radicar na história.

A fé cristã encontra Deus num homem em carne e osso, visto com os olhos, ouvido com os ouvidos e tocado com as mãos. Supõe o conhecimento directo ou, pelo menos, a palavra de testemunhas dignas de crédito e tem a consciência de que, sem acontecimentos garantidos por sólidos testemunhos, não passaria de uma vã ilusão.

Os Evangelhos, embora não pretendam oferecer uma biografia completa recolhem uma selecção de factos e de afirmações de Jesus, considerados importantes pelo seu significado salvífico e suficientes para assegurar uma base à fé no Filho de Deus e à compreensão global do desígnio salvífico. Sem os Evangelhos, não saberíamos que Deus, por amor infinito, nos enviou o seu Filho, para que nós, apesar dos nossos pecados, encontrássemos o caminho de regresso à eterna comunhão com Deus, nos salvássemos e chegássemos ao conhecimento da verdade. Somos chamados a deixar-nos iniciar pelos Evangelhos no olhar de fé que eles lançam sobre o mistério de Jesus.

Fala de Cristo apenas quando te perguntarem!
Mas vive de tal maneira que te perguntem por Cristo!
(Paul Claudel)
 
O que é o Pecado? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O QUE É O PECADO?

Louco desejo de ser «como deuses», dissimulação, perjúrio, semente de morte, eis como o pecado nos é apresentado na Bíblia. Ele é o caminho inverso daquele pelo qual o Criador tinha encaminhado o homem «no princípio». O solo firme e fecundo que lhe era oferecido desfaz-se debaixo dos seus pés.

O cerne do pecado é a rejeição de Deus e a recusa de aceitar os seus Mandamentos. O pecado é mais que um comportamento erróneo; é também uma fraqueza física. Na sua natureza mais profunda, essa rejeição ou destruição de algo bom é a recusa do Bem por excelência, isto é, a recusa de Deus. O pecado, a sua mais profunda e terrível dimensão, é a separação de Deus e, com isso, a separação da fonte da Vida, daí que a morte seja também a consequência do pecado.

Deus fez Aliança connosco; o pecado é a ruptura dessa Aliança. Deus dá-nos a sua lei para que possamos viver; o pecado é a desobediência à lei da vida. Deus revela-nos em Cristo o absoluto do seu amor; o pecado é a recusa deste amor. Para o conhecer, é preciso começar por libertar-se dele, para não viver debaixo da sua “lei”, que é sempre a lei da mentira. É preciso também ultrapassar a tendência espontânea para sempre se justificar ou se comprazer num sentimento doentio de culpabilidade – duas atitudes que encarceram o homem dentro de si mesmo.

Não obstante o ser humano estar profundamente ferido pelo pecado original e inclinado a pecar, ele é capaz de fazer o bem com a ajuda de Deus. É possível viver sem pecar. Na realidade, porém, pecamos constantemente pelo facto de sermos fracos, néscios e seduzíveis.

Deus não fica a assistir à forma sucessiva como o ser humano se destrói a si mesmo e ao seu ambiente, através da reacção em cadeia do pecado. Ele envia-nos Jesus Cristo, o Salvador e Redentor, que nos arranca do poder do pecado.

 Afastar-se de Ti, Deus, siginifica cair. Virar-separ Ti significa levantar-se. Permanecer em Ti significa ter apoio seguro.
 (Santo Agostinho)
 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 Seguinte > Final >>

Pág. 6 de 8

Calendário Carmelita

Abril 2019
D S
31 1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 1 2 3 4

Estatísticas

Visualizações de conteúdos : 2085754

Utilizadores Online

Temos 97 visitantes em linha