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Ano da Fé
O Homem criado à imagem e semelhança de Deus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O HOMEM CRIADO À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

A criação dos céus, da terra e de todos os seres vivos prepara a do homem que é, por assim dizer, a obra-prima de Deus, aquela que manifesta mais perfeitamente o esplendor de Deus e a possibilidade de entrar em comunhão com Ele. «Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança”. Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 26-27). À imagem de Deus, o ser humano é dotado de inteligência e de liberdade; é capaz de amar, e de amar, em primeiro lugar, o seu Criador: «A Sagrada Escritura ensina-nos que o homem foi criado “à imagem de Deus”, capaz de conhecer e amar o seu Criador, constituído por Ele senhor de todas as criaturas terrestres, para as dominar e delas se servir, glorificando a Deus» (Gaudium et spes, 12).

O homem é a «única criatura sobre a terra que Deus quis por si mesma» (Gaudium et spes, 24. Homem e mulher, criados na alteridade, isto é, na capacidade do dom que os leva a reconhecerem-se um ao outro e a entrarem em diálogo, trazem em si mesma e única imagem divina. Cheio de admiração, o salmista pôde cantar: «Que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizeste dele quase um ser divino, de honra e glória o coroaste; deste-lhe poder sobre a obra das vossas mãos, tudo submeteste a seus pés» (Sl 8, 5-7).

 

Se a única oração que fizesses em toda a tua vida fosse apenas:
"Eu te agradeço", isso já bastaria.
(Mestre Uckart)
 
Os Espíritos Maus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

OS ESPÍRITOS MAUS

É em referência à fé constante da Igreja e à sua fonte principal – o ensinamento de Cristo – que deve ser afirmada a existência de espíritos maus. A Sagrada Escritura faz alusão a uma “queda” original de certos anjos (cf. 2Pe 2, 4). A estes espíritos maus ela dá vários nomes: Lúcifer, Belial, Belzebú e sobretudo Satã. Estes nomes estão em relação com a sua acção maléfica (Satan é o Adversário).

A existência dos espíritos maus é igualmente testada nos evangelhos (cf. Mt 25, 41; Mc 1, 13; Lc 22, 31; Jo 13, 27, etc.). Esse testemunho vem também ao encontro da experiência que fazemos de forças ocultas que podem influenciar a nossa liberdade e marcar também a vida das sociedades, tantas vezes incapazes de realizarem os seus destinos. Eles impelem o homem a desobedecer a Deus.

Enquanto os anjos bons são associados à obra de Cristo, os espírito maus, ou demónios, fazem-lhe obstáculo. No Pai Nosso, Jesus ensina aos seus discípulos a pedir ao Pai que não os exponha à tentação e que nos livre do Maligno (cf. Mt 6, 13). Entretanto o Evangelho anuncia a vitória definitiva de Cristo sobre todas as formas do mal. Por Ele a Criação é restituída à sua primeira destinação (cf. Mt 12, 28) e o homem restituído à sua liberdade de filho de Deus.

 
Os Anjos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

OS ANJOS

Falando de “coisas visíveis e invisíveis”, a fé cristã está a referir-se, ao mesmo tempo ao que cai debaixo da experiência sensível e ao que a ultrapassa. Aos olhos da fé, as realidades invisíveis não são menos reais do que as visíveis. Se os nossos sentidos não as podem alcançar, nem por isso estamos autorizados a dizer que são fruto da nossa imaginação. Entre as criaturas invisíveis de que fala a Bíblia, e que a Tradição cristã venera, contam-se os anjos. Na Bíblia, alguns anjos são reconhecidos pelo seu nome, sobretudo Miguel, Gabriel e Rafael. A designação que atribuímos a estes seres espirituais está associada à missão, que a tradição bíblica descreve: são mensageiros, enviados. Hoje, para dar credibilidade à existência destes seres espirituais precisamos de purificar o nosso pensamento de todas as imagens infantilizadas que lhes estão associadas Para muitas pessoas, os anjos são coisas apenas das crianças, um produto do imaginário infantil. Por outro lado, temos de admitir que será sempre difícil qualquer tipo de linguagem para nos referirmos às «coisas invisíveis». Fazem parte de uma dimensão à qual só podemos aceder pela fé. «Excluiríamos uma parte notável do Evangelho, se deixássemos de lado estes seres enviados por Deus, que anunciam a sua presença no meio de nós e constituem um sinal da mesma» (Bento XVI). A cada pessoa está atribuído um anjo específico: o anjo da guarda. Acompanha-a desde a infância até à morte com a sua protecção e intercessão.

 
Criador do Céu e da Terra (II) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CRIADOR DO CÉU E DA TERRA (II)

Dom de Deus, a Criação traz a marca do seu Criador: “A partir da criação do mundo, os homens com a sua inteligência, podem ver, através das obras de Deus, o que é invisível: o seu poder eterno e a sua divindade” (Rm 1, 20). Mas, se se pode remontar das criaturas ao Criador, não se pode fazer da própria criação uma necessidade que se impusesse a Deus. Ela depende da sua livre vontade, que nos é manifestada pela Revelação. Reconhecida por Deus como boa (cf. Gn 1, 31), a Criação reflecte a própria bondade do Criador. Ela é o primeiro sinal daquilo que só poderemos compreender totalmente quando pomo os olhos em Jesus: “Deus é amor” (1Jo 4, 8).

Não se deve conceber a Criação da mesma maneira como se vêem fabricar os objectos do mundo, isto é, pela transformação de uma coisa noutra. Afirmar que Deus é Criador, é dizer que ele faz existir o que existe, incluindo a própria matéria de que o mundo é feito. Deus cria “a partir do nada”. O mundo não foi criado de uma vez para sempre, como se Deus, terminada a Criação, nada mais tivesse que fazer senão retirar-se. Ele não cessa de assegurar a existência do mundo. A Criação é portanto um acontecimento sempre actual. O acto criador renova-se a cada instante para manter a existência do mundo. Sem esta acção incessante de Deus, tudo voltaria ao nada.

Deus confia ao homem uma obra a continuar, para que o homem, pelo trabalho e pela arte, contribua para o aperfeiçoamento do mundo criado. Deus associou o homem à sua obra. Para nós, cristãos, a ecologia não é apenas uma questão ética, mas é, antes de tudo, uma questão teológica. Trata-se de ter a mesma atitude de Deus perante a Criação: cuidar dela com carinho, contemplando-a como «muito boa».  

Não creiais que Deus nos proíbe totalmente de amar o mundo.
 Não! Devemos amá-lo,
 porque tudo aquilo a que Ele deu existência é digno do nosso amor.
(Santa Catarina de Sena)
 
Criador do Céu e da Terra (I) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CRIADOR DO CÉU E DA TERRA (I)

Deus, Pai todo-poderoso, é o «criador do céu e da terra». Assim professamos sempre com este artigo do «Credo», afirmando que o Pai todo-poderoso está na origem do dom mais radical e fontal que é a própria existência do ser humano e de todas as coisas. A criação é o início e o fundamento de todas as obras de Deus e de toda a história da salvação. A fé na criação torna explícita a resposta à questão elementar que os seres humanos de todos os tempos têm vindo a pôr-se: «De onde vimos?», «Para onde vamos?», «Qual é a nossa origem?», «Qual é o nosso fim?». Falar de criação significa enfrentar o problema das origens do mundo e do ser humano. Neste contexto, não faz sentido contrapor criação e evolução, porque não se trata somente de saber quando e como surgiu materialmente o cosmos, nem quando é que apareceu o ser humano; mas, sobretudo, de descobrir qual o sentido de tal origem. Assim como a explicação científica do nascimento de uma criança não contradiz a afirmação de que ela é o fruto do livre dom de amor dos seus pais, assim também acontece com a criação do mundo e do ser humano. Nenhuma explicação científica séria sobre este assunto está em oposição ao dado da fé, porque confessar que Deus é «criador do céu e da terra» significa afirmar que a origem do mundo e do ser humano não é governada pelo acaso, por um destino cego, por uma necessidade anónima, mas por um Ser transcendente, inteligente e bom, que é Deus. Deste ponto de vista, é significativo que na Bíblia a criação seja revelada como um momento de aliança de Deus com o Seu povo, como o primeiro e universal testemunho do amor todo-poderoso de Deus.

 A existência inicia-se como um dom. E, precisamente por isso, deve ser acolhida com um obrigado! Então, a fé no Criador prepara-nos para experimentarmos a admiração, a gratidão e alegria por este dom. Esta evocação do dom do Criador refere «o céu e a terra», isto é «a totalidade do que existe», porque «céu e terra» constituem, por assim dizer, os extremos em que está contido todo o mundo da nossa experiência. Cada criatura depende de Deus e a Ele deve a sua existência e o facto de ser, de estar e de permanecer viva. Confessar a nossa fé em Deus «criador do céu e da terra» significa olhar para toda a realidade criada com profundo respeito, afastando de nós o orgulho e a avidez que a deturpam e empenhando-nos em guardá-la e cultivá-la, usando-a com um coração humilde e agradecido, solicitamente atentos aos direitos e às necessidades de todos.

 

Nenhum cientista dispõe de um só argumento...
com que possa contradizer uma tal hipótese (de um Criador).
 (Hoimar von Ditfurth)
 
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