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Ano da Fé
Existe contradição enre Fé e Ciência Natural? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

EXISTE CONTRADIÇÃO ENTRE FÉ E CIÊNCIA NATURAL?

Nenhuma verdade de fé faz concorrência com as verdades da ciência. Só existe uma Verdade, à qual dizem respeito tanto a fé como a razão científica. Deus quis tanto a razão, com que podemos descobrir as estruturas racionais do mundo, como a fé. Por isso, a fé cristã exige e apoia a ciência natural. A fé existe para conhecermos as coisas que, embora não possam ser abarcadas pela razão, existem todavia para além da razão e são reais. A fé lembra à ciência natural que esta não se deve colocar no lugar de Deus, mas servir a Criação. A ciência natural tem de respeitar a dignidade humana, em vez de atentar contra ela.

 

 
O ser humano responde a Deus PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O SER HUMANO RESPONDE A DEUS

Quem deseja crer precisa de um “coração que escuta” (1Rs 3, 9). Deus procura o contacto connosco de múltiplas formas. Em cada encontro humano, em cada experiência da Natureza que nos toca, em cada aparente acaso, em cada desafio, em cada sofrimento... Deus deixa-nos uma mensagem escondida. Ele fala-nos ainda mais claramente quando se dirige a nós pela sua Palavra ou pela voz da consciência. Ele trata-nos como amigos. Por isso, também nós, como amigos devemos corresponder-lhe, crendo e confiando totalmente n'Ele, aprendendo a conhecê-lo cada vez melhor e a aceitar sem reservas a sua vontade.

Quando a fé nasce, ocorre com frequência uma perturbação ou um desassossego. O ser humano apercebe-se de que o mundo visível e o decurso normal das coisas não correspondem a tudo o que existe. Sente-se tocado por um mistério. Persegue as pistas que o remetem para a existência de Deus e encontra-se cada vez mais confiante em abordar Deus, e, por fim, liga-se a Ele livremente. Diz-se no Evangelho segundo São João: “A Deus nunca ninguém o viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que o deu a conhecer” (Jo 1, 18). Portanto, temos de crer em Jesus, o Filho de Deus, se queremos saber o que Deus nos quer comunicar. Assim, crer significa aderir a Jesus e entregar a nossa vida inteira nas suas mãos.

Fé é conhecimento e confiança.

Ela apresenta sete características:

  1. A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos.
  2. A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação.
  3. A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino.
  4. A fé é absolutamente segura porque Jesus a garante.
  5. A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor.
  6. A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio.
  7. A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do Céu.

 

É importante aquilo em que cremos,
mas mais importante ainda é Aquele em quem cremos.
(Bento XVI)
 
O Livro da Revelação Divina: a Bíblia (II) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O LIVRO DA REVELAÇÃO DIVINA: A BÍBLIA (II)

A Bíblia não caiu do céu feita, nem Deus a ditou a autómatos, isto é, escritores inconscientes. Antes, «para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-Se de pessoas na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria» (Dei Verbum, 11). Para que determinados textos fossem reconhecidos como Escritura Sagrada, tiveram de ser aceites pela Igreja universal. Teve de existir, portanto, um consenso nas comunidades: «Sim, é o próprio Deus que nos fala por este texto, isto é mesmo inspirado pelo Espírito Santo».

Como pode a Sagrada Escritura ser “Verdade”, se nem tudo o que nela se encontra está correcto? A Bíblia não transmite precisão histórica nem conhecimentos científico-naturais. Também os autores eram filhos do seu tempo. Eles partilhavam as concepções culturais do seu ambiente, em cujos erros, por vezes, estavam presos. Não obstante, tudo o que o ser humano precisa de saber sobre Deus e sobre o caminho da sua redenção encontra-se com infalível segurança na Sagrada Escritura. A Bíblia é como uma longa carta de Deus dirigida a cada um de nós. Por isso, temos de acolher as Sagradas Escrituras com grande amor e respeito. Primeiro, devemos realmente ler a carta de Deus, isto é, não isolar pormenores sem atender ao todo. Depois, devemos orientar esse todo para o seu coração e mistério, ou seja, para Jesus Cristo, de quem fala toda a Bíblia, mesmo o Antigo Testamento. Portanto, devemos ler as Sagradas Escrituras na mesma fé viva da Igreja em que elas surgiram.

A Bíblia divide-se em duas grandes partes: Antigo Testamento, composto de 46 livros, e Novo Testamento composto de 27 livros.

A Bíblia é a carta do amor de Deus dirigida a nós.
(Sören Kierkegaard)
 
O Livro da Revelação Divina: a Bíblia (I) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O LIVRO DA REVELAÇÃO DIVINA: A BÍBLIA (I)

No coração do Povo de Deus está a Bíblia, um livro onde ele reconhece a assinatura do seu Deus. A Bíblia transmite-nos a Revelação de Deus e o seu projecto de amor, desde a Criação, através de um povo por Ele escolhido (Israel), até ao ponto da plenitude desta história: a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, a efusão do Espírito Santo. Deste dom do Espírito nasce a Igreja, o novo Povo de Deus, enxertado no antigo e chamado a encontrar a sua consumação na glória celeste. O Antigo e o Novo Testamento constituem a Escritura Sagrada. Esta, “consignada sob a inspiração do Espírito Santo”, é verdadeiramente Palavra de Deus. Se os escritos que compõem a Bíblia trazem a marca de mãos humanas, eles não deixam de ter Deus por autor e ensinam “firme, fielmente e sem erro a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que aí ficasse consignada” (Dei Verbum, 11). No conjunto da Sagrada Escritura, e mesmo no Novo Testamento, os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) ocupam um lugar privilegiado. Estes quatro livros, com efeito, conservam vivas a figura e a palavra de Jesus “em que toda a revelação de Deus omnipotente se consuma” (Dei Verbum, 7).

 Desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo.
(São Jerónimo)
 
Deus vem ao nosso encontro: a Revelação PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

DEUS VEM AO NOSSO ENCONTRO: A REVELAÇÃO

Só Deus tem poder para nos dizer realmente quem é. O homem procura-o às “apalpadelas” mas “só Deus fala bem de Deus”. A fé cristã, que renova a vida do crente e a sua inteligência das coisas, responde à iniciativa de Deus que vem ao encontro do homem, revelando-se: “Aprouve a Deus na sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade, segundo o qual a humanidade, por meio de Cristo, Verbo encarnado, tem acesso ao Pai no Espírito Santo e se torna participante da natureza divina” (Dei Verbum, nº 2).

A revelação tem lugar na história concreta dos homens. Deus revela-se primeiro na história de Israel, que conserva um lugar inalienável na fé cristã. No seio da história, o próprio Deus age e fala. Foi Ele que escolheu o seu povo, para lhe confiar uma missão no meio das nações. Deus que é sempre o primeiro a amar, ama sempre sem reservas. Ele não espera, para amar os homens, a resposta que eles poderão dar a este amor.

A história de Israel tecida de alegrias e provações, representa de algum modo a da humanidade nas suas diferentes situações ou experiências: em vida nómada, em escravatura, em libertação, em marcha no deserto, em conquista, em vida sedentária, em exílio, em regresso do exílio... Esta história é anúncio e preparação do que, finalmente, irá realmente acontecer. A vinda de Jesus Cristo, a sua vida, a sua morte e ressurreição marcam efectivamente o cumprimento da história de Israel Entre a Páscoa de Jesus e a sua última vinda na glória, desenrola-se o tempo da Igreja. É o tempo da vida nova fundada sobre a obra de Cristo, o tempo da missão, destinada a levar a luz e os frutos desta obra a toda a humanidade.

Em resumo: O ser humano pode descobrir pela razão que Deus existe, mas não como Deus é realmente. Portanto, como Deus gosta de ser conhecido revelou-se a nós. Ele fê-lo por amor. Desde a Criação, passando pelos Patriarcas (Abraão, Isaac, Jacob) e pelos profetas, até à definitiva revelação no seu Filho Jesus Cristo, Deus comunicou continuamente com a humanidade. Em Jesus, ele verteu-nos o coração e tornou-nos mais claro o seu ser mais íntimo e o seu desígnio: fazer participar, pela graça do Espírito Santo, todos os homens na vida divina, como seus filhos adoptivos no seu único Filho. Através de Jesus Cristo, torna-se visível o Deus invisível: “A partir do momento em que nos deu o seu Filho, que é a sua única e definitiva Palavra, Deus disse-nos tudo ao mesmo tempo e duma só vez e nada mais tem a acrescentar” (S. João da Cruz). Ele torna-se como nós. Isto mostra-nos até que ponto vai o amor de Deus: Ele carrega todo o nosso peso. Deus percorre connosco todos os caminhos. Ele vive a nossa solidão, o nosso sofrimento, o nosso medo da morte. Ele apresenta-se onde não podemos avançar, para nos abrir a porta para a Vida.

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A felicidade que procurais, a felicidade que tendes direito (…)
  tem um nome, um rosto: é Jesus de Nazaré.
(Bento XVI)
 
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