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Ano da Fé
Creio na Igreja Apostólica PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CREIO NA IGREJA APOSTÓLICA

Jesus chamou os apóstolos como seus colaboradores mais próximos. Eles eram as suas testemunhas oculares. Após a sua ressurreição, apareceu-lhes várias vezes, deu-lhes o Espírito Santo e enviou-os ao mundo como seus mensageiros plenipotenciários. Na Igreja jovem, eram a garantia da unidade. Através da imposição das mãos, transmitiram aos seus sucessores, os bispos, o seu envio e os seus plenos poderes. E foi assim até hoje. Este processo é designado por sucessão apostólica.

A Igreja é apostólica porque procede da missão confiada por Jesus aos apóstolos e porque acolhe na obediência da fé a Revelação que os apóstolos lhe transmitiram. Ela sente-se responsável por transmitir, de geração em geração, sob a acção do Espírito Santo, esta revelação, consignada na Sagrada Escritura.

A Igreja é apostólica porque a sua fé é apostólica, isto é, recebida dos apóstolos. A fé apostólica é um bem e uma responsabilidade, partilhados pelo conjunto do povo de Deus. À Igreja como tal é prometida a fidelidade a esta fé.

A Igreja é igualmente apostólica porque convocada e ordenada pelos sucessores dos apóstolos que são os bispos. A história da Igreja atesta a sucessão ininterrupta do ministério apostólico dos bispos e, ao mesmo tempo, do cuidado permanente pela transmissão fiel da fé recebida dos apóstolos.

 
Creio na Igreja Católica PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CREIO NA IGREJA CATÓLICA

O adjectivo católico evoca, em primeiro lugar, a expansão geográfica: a Igreja está destinada a estender-se a todas as nações (ela tem, neste sentido, vocação universal). Mas a palavra evoca, sobretudo, a “plenitude da graça e da verdade” que é confiada à Igreja católica, desde o dia de Pentecostes, e lhe permite evangelizar todo o homem e todos os homens. A Igreja é católica porque Cristo a chamou a confessar toda a fé, a guardar e celebrar todos os sacramentos, a anunciar a boa nova na sua totalidade e enviou-a a todos os povos. A catolicidade da Igreja manifesta-se na capacidade que ela tem de acolher na sua diversidade as aspirações e as situações dos homens, de reunir na verdade e, sem as reduzir, a infinita variedade das culturas e das realidades humanas, tanto individuais como sociais.

Este programa não está, de certo, totalmente realizado. A fé católica e a Igreja não atingiram ainda a totalidade dos homens nem a totalidade das suas vidas, quer em toda a superfície da terra quer no interior de cada diocese. Todavia, pelo poder do Espírito que lhe é dado, a Igreja é capaz de enraizar o Evangelho nas diversas culturas, de maneira a ser uma força de conversão das correntes de pensamento e dos sistemas de valores em desacordo com o pensamento de Deus. Por este mesmo Evangelho de que ela é depositária, a Igreja está em condições de fazer desabrochar nas culturas o que corresponde ao bem autêntico dos homens.

A confissão da catolicidade da Igreja é também a afirmação de uma tarefa: a tarefa de abertura, de evangelização, de alargamento da comunidade cristã.

 
Creio na Igreja Santa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CREIO NA IGREJA SANTA

A santidade é um qualificativo que muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer na Igreja. Não estará a história dela manchada por mediocridades e mesmo por crimes e violências? Serão os cristãos melhores do que os outros? A Igreja é santa não por serem santos todos os seus membros, mas porque Deus é santo e age nela. A Igreja é santa porque tem a sua fonte em Deus que é santo. É santa porque está estreitamente ligada a Cristo e porque está animada pelo Espírito que nunca dela se ausenta. É santa pelo seu Credo, pelos sacramentos e pelos ministérios que lhe permitem realizar a sua obra.

A santidade da Igreja suscita a santidade dos seus membros. A Igreja manifesta no mundo que a fé que professa é capaz de produzir autênticos frutos de santidade. Estes reconhecem-se no inumerável cortejo de santos ilustres, cujos nomes assinalam a sua história. Eles afloram também no testemunho de vidas que o contacto do Evangelho inspira e que reflectem qualquer coisa da santidade de Cristo. O santos são pessoas que amam – não porque o consigam fazer tão bem, mas porque Deus os tocou. Eles transmitem às outras pessoas o amor que, de um jeito próprio, frequentemente original, experimentaram de Deus. Contudo, a Igreja não cessa de implorar para si e para os seus membros a misericórdia e de escutar o apelo à conversão. Ela sabe que os seus membros são pecadores.

Na Igreja todos são chamados à santidade. O baptismo implica esta vocação, comum a todos os membros do povo de Deus, sejam eles leigos ou ministros ordenados, vivam no mundo ou numa comunidade religiosa, sejam casados ou solteiros. Esta santidade desdobra-se em caridade, dom de Deus que é amor. Caridade para com os irmãos, mas também para cada um dos homens, que hão-se ser amados com o amor que Deus lhes tem.

Em jeito de conclusão, chamamos a Igreja de “santa”, apesar de suas limitações e pecados. A Igreja é santa, pela sua união com Cristo, seu Esposo. Ele a escolheu, a desposou e a quer “toda bela, sem mancha nem ruga ou qualquer reparo, mas santa e sem defeito” (Ef 4,27). Quando um rei ou um príncipe casa com uma plebeia, esta passa a ser chamada de “rainha” ou “princesa”. A Igreja é chamada de “santa”, por ser a Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O título de “santa”, mais do que um privilégio, é uma tremenda responsabilidade. Afinal, uma rainha não pode comportar-se como uma mulher vulgar, não é? Por isso, nós, homens e mulheres de Igreja, devemos comunicar a todos a beleza de Deus, a misericórdia de Cristo, a alegria do Espírito Santo, que recebemos no baptismo. Toda a nossa vida será, então, como uma bela celebração litúrgica.

 
Creio na Igreja Una PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

CREIO NA IGREJA UNA

“Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Estas são as “notas” da Igreja. Elas não descrevem a Igreja só do exterior; indicam a verdade profunda do seu mistério. Tal como só há um único Cristo, também só pode haver um único “corpo” de Cristo, uma única “esposa” de Cristo, isto é, uma única Igreja de Jesus Cristo. Ele é a cabeça, a Igreja é o corpo. Juntos formam o “Cristo total” (Santo Agostinho).

A unidade da Igreja é um dom do Espírito Santo. Esta unidade é visível e, segundo a promessa de Cristo (cf. Mt 16, 18), não pode ser jamais perdida. Exprime-se na profissão de uma só fé, formulada por um mesmo Credo. Está fundada no único baptismo que faz de todos os discípulos de Cristo um só povo. A Eucaristia, sacramento de unidade, fortifica, constrói e renova sem cessar esta comunhão dos crentes, guardando-os unidos pelos laços da “caridade”.

A unidade da Igreja não é unicamente de uma boa organização ou de uma disciplina firme: é da ordem da “comunhão”. Esta comunhão é comunhão com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo, no Espírito (cf. 1Jo 1, 3) e comunhão dos discípulos entre si na caridade. Esta unidade manifesta-se de maneira privilegiada, na comunhão dos bispos entre si e com o sucessor de Pedro (Papa), a quem é confiada a autoridade sobre a Igreja universal.

A unidade da Igreja é rica em virtude da variedade dos carismas, que corresponde à diversidade dos dons de Deus. Os carismas são, com efeito, graças particulares, “manifestações” (cf. 1Cor 12, 7) do Espírito Santo para a edificação do povo de Deus.

A história passada e presente da Igreja deixa transparecer tensões, conflitos e mesmo divisões. Estas rupturas, que contradizem a vontade formal de Cristo (cf Jo 13, 21), são para o mundo um objecto de escândalo e constituem um obstáculo à evangelização. É por isso que o Vaticano II fez da restauração da unidade entre todos os cristãos uma das suas grandes preocupações.

A maioria das pessoas não faz ideia do que Deus poderia fazer delas se somente elas se colocassem à disposição d'Ele.

(Santo Inácio de Loyola)
 
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A IGREJA, CORPO DE CRISTO

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje medito sobre uma outra expressão com que o Concílio Vaticano II indica a natureza da Igreja: a do corpo; o Concilio afirma que a Igreja é o Corpo de Cristo (cf. Lumen gentium, 7).

Gostaria de começar a partir de um texto dos Actos dos Apóstolos, que nós conhecemos bem: a conversão de Saulo, que depois se chamará Paulo, um dos maiores evangelizadores (cf. At 9, 4-5). Saulo é um perseguidor dos cristãos, mas enquanto percorre o caminho que leva à cidade de Damasco, é repentinamente envolvido por uma luz, cai no chão e ouve uma voz que lhe diz: «Saulo, Saulo, por que me persegues?». Ele pergunta: «Quem és, ó Senhor?», e aquela voz responde: «Sou Jesus, a quem tu persegues» (vv. 3-5). Esta experiência de São Paulo revela-nos como é profunda a união entre nós, cristãos, e o próprio Cristo. Quando Jesus subiu ao céu, não nos deixou órfãos, mas com o dom do Espírito Santo a união com Ele tornou-se ainda mais intensa. O Concílio Vaticano II afirma que, «comunicando o seu Espírito, [Jesus] fez misteriosamente de todos os seus irmãos, chamados de entre todos os povos, como que o seu próprio Corpo» (Const. Dogm. Lumen gentium, 7).

A imagem do corpo ajuda-nos a compreender este profundo vínculo Igreja-Cristo, que são Paulo desenvolveu de modo particular na Primeira Carta aos Coríntios (cf. cap. 12). Antes de tudo, o corpo chama-nos a uma realidade viva. A Igreja não é uma associação assistencial, cultural ou política, mas sim um corpo vivo, que caminha e age na história. E este corpo tem uma cabeça que o guia, alimenta e sustém. Este é um ponto que eu gostaria de frisar: se separarmos a cabeça do resto do corpo, a pessoa inteira não consegue sobreviver. Assim é na Igreja: devemos permanecer ligados de modo cada vez mais intenso a Jesus. Mas não só: como num corpo é importante que passe a linfa vital porque está viva, assim também devemos permitir que Jesus aja em nós, que a sua Palavra nos oriente, que a sua presença eucarística nos alimente e nos anime, que o seu amor infunda força no nosso amor ao próximo. E isto sempre! Sempre, sempre! Estimados irmãos e irmãs, permaneçamos unidos a Jesus, confiemos nele, orientemos a nossa vida segundo o seu Evangelho, alimentemo-nos com a oração quotidiana, com a escuta da Palavra de Deus e com a participação nos Sacramentos.

E chegamos assim a um segundo aspecto da Igreja como Corpo de Cristo. São Paulo afirma que, assim como os membros do corpo humano, embora sejam diferentes e numerosos, formam um único corpo, do mesmo modo todos nós fomos baptizados mediante um só Espírito, num único corpo (cf. 1 Cor 12, 12-13). Portanto, na Igreja existe uma variedade, uma diversidade de tarefas e de funções; não há uma uniformidade plana, mas a riqueza dos dons distribuídos pelo Espírito Santo. Há comunhão e unidade: todos estão em relação uns com os outros, e todos concorrem para formar um único corpo vital, profundamente ligado a Cristo. Recordemo-lo bem: fazer parte da Igreja quer dizer estar unido a Cristo e receber dele a vida divina que nos faz viver como cristãos, significa permanecer unido ao Papa e aos Bispos, que são instrumentos de unidade e de comunhão, e quer dizer também aprender a superar personalismos e divisões, a entender-se em maior medida uns aos outros, a harmonizar as variedades e as riquezas de cada um; em síntese, a amar mais Deus e as pessoas que estão ao nosso redor, em família, na paróquia e nas associações. Para viver, corpo e membros devem estar unidos! A unidade é superior aos conflitos, sempre! Se não se resolvem bem, os conflitos separam-nos uns dos outros, afastam-nos de Deus. O conflito pode ajudar-nos a crescer, mas também pode dividir-nos. Não percorramos o caminho das divisões, das lutas entre nós!

Todos unidos, todos unidos com as nossas diferenças, mas sempre unidos: este é o caminho de Jesus. A unidade é superior aos conflitos. A unidade é uma graça que devemos pedir ao Senhor, a fim de que nos liberte das tentações da divisão, das lutas entre nós, dos egoísmos e dos mexericos. Quanto mal fazem as bisbilhotices! Nunca murmuremos dos outros, jamais! Quanto dano causam à Igreja as divisões entre os cristãos, o partidarismo, os interesses mesquinhos!

As divisões entre nós, mas também entre as comunidades: cristãos evangélicos, cristãos ortodoxos e cristãos católicos, mas por que motivo divididos? Devemos procurar promover a unidade. Digo-vos uma coisa: hoje, antes de sair de casa, passei mais ou menos quarenta minutos, ou meia hora, com um Pastor evangélico e pudemos rezar juntos, procurando a unidade. Mas devemos rezar entre nós, católicos, e também com os outros cristãos; orar para que o Senhor nos conceda a unidade, a unidade entre nós. Mas como teremos a unidade entre os cristãos, se não somos capazes de a ter entre nós, católicos? De a ter em família? Quantas famílias lutam e se dividem! Procurai a unidade, a unidade que faz a Igreja. A unidade vem de Jesus Cristo. Ele envia-nos o Espírito Santo para realizar a unidade.

Estimados irmãos e irmãs, peçamos a Deus: ajudai-nos a ser membros do Corpo da Igreja, sempre profundamente unidos a Cristo; ajudai-nos a não fazer com com que o Corpo da Igreja sofra devido aos nossos conflitos, às nossas divisões e aos nossos egoísmos; ajudai-nos a ser membros vivos, ligados uns aos outros por uma única força, a do amor, que o Espírito Santo derrama nos nossos corações (cf. Rm 5, 5).

Papa Francisco

 
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