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Não tenhas receio, crê somente PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Não tenhas receio, crê somente

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O enigma da morte recebe luz da esperança cristã, chegando esta a cantar: «Felizes os mortos que morrem no Senhor». A Marta, que chora pela morte de seu irmão Lázaro, o Senhor Jesus assegura: «Teu irmão ressuscitará», pois, «quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá». Eu não sou a morte; «Eu sou a ressurreição e a vida». «Crês nisto?» – pergunta ele a Marta. Jesus, porém, faz a mesma pergunta a cada um de nós, sempre que a morte dilacera o tecido da vida e dos afetos. Com a morte, a nossa existência toca o cimo, tendo diante de nós a vertente da fé ou o precipício do nada. O desafio que então nos lança Jesus é continuar a crer. Assim fez Ele com Jairo, a quem acabam de comunicar que a sua filha morreu, não há mais nada a fazer, de que serve incomodar o Mestre?! Jesus ouve e apressa-se a tranquilizar Jairo: «Não tenhas receio; crê somente!» O Senhor sabe que aquele pai é tentado a deixar-se cair na angústia e no desespero, e recomenda-lhe que conserve acesa a chamazinha que arde no seu coração: a fé. «Não tenhas medo! Continua a manter acesa a chama da fé!» E valeu? Sim; Jesus, chegado a casa dele, ressuscita a menina e entrega-a viva aos pais. No caso de Lázaro, ressuscita-o quatro dias depois de ele ter morrido; já estava sepultado. E Jesus manda-o sair do túmulo. A esperança cristã apoia-se e alimenta-se desta posição que Jesus assume contra a morte. Por nós, nada podemos; encontramo-nos indefesos perante o mistério da morte. «Não tenhas receio – diz-nos Jesus –; crê somente!» A graça de que necessitamos naquele momento – uma graça imensa! – é conservar acesa no coração a chama da fé. Porque Jesus há de vir, tomar-nos-á pela mão, como fez com a filha de Jairo, e ordenar-nos-á: «Levanta-te, ressuscita».

Papa Francisco, Resumo da Audiência Geral, 18 de Outubro de 20

 
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Viver sempre e em qualquer situação na presença de Deus

 

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Devemos, santificar o nosso trabalho, o nosso descanso, o nosso alimento, as nossas recriações honestas como se fossem uma permanente oração. Sabendo nós que Deus está presente, basta lembrar-nos d’Ele e de vez em quando dirigir-Lhe alguma palavra: quer seja de amor – Amo-Te, Senhor! –, quer seja de agradecimento – Obrigado, Senhor, por todos os Teus benefícios –, quer seja de súplica – Senhor, ajuda-me a ser-Te fiel. 

[…] Este trato íntimo e familiar com Deus transforma os nossos trabalhos e as nossas ocupações diárias numa verdadeira e permanente vida de oração, torna-nos mais agradáveis a Deus e atrai sobre nós graças e bênçãos de especial predilecção. 

 

Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus 

 
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Alguns traços da vida de Santa Teresa de Jesus

 

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Teresa de Ahumada, Teresa de Jesus, nasce em Ávila a 28 de Março de 1515 e morre em Alba de Tormes a 5 de Outubro de 1582. É filha de Alonso Sanchez de Cepeda, descendente de judeus conversos, e de Beatriz de Ahumada, de família fidalga. O Livro da Vida menciona alguns detalhes da sua família, que podemos qualificar como numerosa, com nove irmãos e três irmãs, junto a uns pais “virtuosos e tementes a Deus”.


Ao cumprir os 14 anos, morre a sua mãe. Nesse momento reza diante da Virgem da Caridade: “Como eu comecei a entender o que tinha perdido, aflita, fui diante de uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha mãe” (V 7, 1). Em 1531, seu pai manda-a como interna para o convento das freiras agostinhas de Santa Maria de Graça, mas no ano seguinte por motivo de doença tem que regressar a casa.


Determinada a vestir o hábito carmelita contra a vontade de seu pai, em 1535 foge de sua casa para dirigir-se ao convento da Encarnação. Veste o hábito em Novembro de 1536.


Um ano depois da sua profissão, em finais de 1538, devido a uma grave doença, sai do convento para restabelecer-se; e estando em casa de um tio seu, em Hortigosa do rio Almar, lê o Terceiro Abecedário de Francisco de Osuna, que lhe descobre o mundo da oração mental, através da meditação da vida de Cristo e o conhecimento próprio.


Após um agravamento que quase a leva à morte, em 1539 regressa, ainda convalescente e paralítica, à Encarnação, onde lentamente vai recuperando o movimento. Ela atribui isso a uma intervenção de São José, a quem, desenganada dos médicos, se tinha encomendado. E a sua devoção a São José aumenta e se converte em amizade com este Santo a quem sente e chama familiarmente meu Pai e Senhor São José (V 6, 6).


Uma vez recomposta das suas dores, começa a instruir na oração a outros, freiras e leigos, entre eles o seu próprio pai, embora ela se vá afastando da mesma. Durante anos luta entre a dedicação à vida espiritual e os passatempos superficiais, até que em 1554, com 39 anos, dois acontecimentos marcam a sua vida. O primeiro é o encontro com uma imagem de Cristo muito chagado, que a determina a entregar-se por completo nas suas mãos, fazendo sempre e em tudo a vontade de Deus. O segundo acontecimento é a leitura das Confissões de Santo Agostinho: “Quando cheguei à sua conversão e li como ele ouviu aquela voz no jardim, não me parecia senão que o Senhor me falava a mim, segundo sentiu o meu coração; estive por largo tempo desfazendo-me toda em lágrimas… Começou a crescer em mim a disposição de estar mais tempo com Ele” (V 9, 8-9).


A partir desse momento, começou a ter fortes vivências interiores, que os seus confessores, a princípio qualificavam como imaginárias ou como obra do demónio. Ela confia que são de Deus pelo efeito de paz e do reforço de virtudes que deixam na sua alma e o anelo de servir a Deus. Propõe-se estabelecer um novo estilo de vida carmelitana mais fiel às suas origens. Este ideal torna-se realidade a 24 de Agosto de 1562 com a fundação do convento de São José. A partir de então, a dedicação à contemplação e à oração se compaginará com uma actividade extraordinária como fundadora, que desde 1567 funda outros 16 conventos de Carmelitas Descalças: Medina del Campo, Malagón, Valladolid, Toledo, Pastrana, Salamanca, Alba de Tormes, Segóvia, Beas de Segura, Sevilha, Caravaca de la Cruz, Villanueva de la Jara, Palencia, Sória e Burgos. Neles estabelece um estilo de vida religiosa orante, fraterna, alegre, com sentido de pertença à Igreja. E em 1568, em Duruelo, com a colaboração de São João da Cruz, funda os frades Carmelitas Descalços, e quer que sejam fraternos, orantes, cultos e apostólicos, que trabalhem ao serviço da Igreja através do ministério sacerdotal e missionário.

 
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Como era Santa Teresa de Jesus?

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Foi dito acerca de Teresa de Jesus que era bela, inteligente e santa, ainda que ela se descreva como “… enfim, mulher, e não boa, mas ruim” (V 18,4).

Era uma pessoa nobre, íntegra, que recusava toda a falsidade e hipocrisia: “Posso errar em tudo, mas não mentir, que, pela misericórdia de Deus, antes passaria mil mortes” (M 4 2, 7). Inclinada à amizade, extrovertida e graciosa na sua conversação, era delicada, generosa e sensível aos favores. Ela mesma afirma que “isto que tenho de ser agradecida, deve ser natural, que com uma sardinha que me dêem me subornarão” (Carta a Maria de São José, 1578). Dotada de um especial dom para atrair os melhores colaboradores, dizia dela o P. Graciano que era “tão aprazível e agradável, que a todos os que tratavam com ela, atraía atrás de si, e amavam-na e queriam”.

Era profundamente religiosa e, ao mesmo tempo, prática, enérgica, tenaz, trabalhadora e sacrificada. Dizia o bispo Mendoza que “se compromete de tal modo, que consegue o que começa”. Foi amiga das letras e dos bons livros e buscava o conselho dos bons letrados. Era habilidosa nas tarefas caseiras, e até entre panelas capta também a presença de Deus. Foi uma mulher alegre; para ela “um santo triste é um triste santo”.

Foi uma pessoa de contrastes: contemplativa e activa, simples e sábia, enferma e forte, solitária e sempre acompanhada, perseguida e ditosa, pobre e esplêndida, pecadora e santa, e sobretudo muito humana. Quando passou pelo convento dos Anjos das franciscanas em Madrid, as monjas comentaram: “Bendito seja o Senhor, que nos deixou ver uma santa a quem todas podemos imitar, que dorme e fala como nós e anda sem cerimónias... e é grande a sua lhaneza!”.

Luis Javier Fernández Frontela, OCD

 
A caminho da Festa / Solenidade de Santa Teresa de Jesus - IV PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A CAMINHO DA FESTA / SOLENIDADE DE SANTA TERESA DE JESUS - IV

 

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Mistérios Luminosos (rezados às quintas-feiras)

 

1º Mistério – O Baptismo de Jesus.


“E do céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado; em ti pus todo o meu agrado.’” (Lc 3, 22b).


“A voz que se ouviu no Baptismo disse que Vós comprazeis com Vosso Filho. E haveremos de ser todos iguais, Senhor?... Ó minha alma, considera o grande deleite e o imenso amor que tem por nós o Pai..., bem como o ardor com que o Espírito Santo se junta a Ele!” (Santa Teresa de Jesus, Exc 7).


1 Pai nosso, 10 Ave- Marias e 1 Glória ao Pai...


2º Mistério – Jesus nas Bodas de Caná.


“Sua mãe disse aos que estavam a servir: «Fazei tudo o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5).


“Ó Fontes divinas das graças do meu Deus. Jorrais com grande abundância para aplacar a nossa sede, quão seguro estará diante dos perigos desta vida, aquele que procura manter-se com este divino licor... (Santa Teresa de Jesus, Exc 9).


1 Pai nosso, 10 Ave- Marias e 1 Glória ao Pai...


3º Mistério – O anúncio do Reino de Deus.


Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e acreditai no Evangelho!” (Mc 1, 15).


“Surgiram em mim uma grande força e uma verdadeira determinação de cumprir com todo o empenho a mínima palavra da Divina Escritura. Creio que não deixaria de enfrentar nenhum obstáculo para fazê-lo.” (Santa Teresa de Jesus, V 40, 2).


1 Pai nosso, 10 Ave- Marias e 1 Glória ao Pai...


4º Mistério – A Transfiguração.


“Desceu, então, uma nuvem, cobrindo-os com a sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: «Este é o meu Filho amado. Escutai-o!»” (Mc 9, 7).


“Oh, Jesus meu, quem poderia dar a entender a majestade com que Vos mostrais? Fixai os olhos em vós mesmas e contemplai no vosso interior o vosso Mestre que não vos faltará. Que Sua Majestade não consinta que vos afasteis da sua presença.” (Santa Teresa de Jesus, C 29, 2. 8).


1 Pai nosso, 10 Ave- Marias e 1 Glória ao Pai...


5º Mistério – A instituição da Eucaristia.


“Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos e disse: «Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer».” (Lc 22, 14-15).


“Se nos chegássemos ao Santíssimo Sacramento com grande amor e fé, uma única vez bastaria para nos deixar ricas de graças. Quanto mais tantas vezes.” (Santa Teresa de Jesus, CAD 3, 13).


1 Pai nosso, 10 Ave- Marias e 1 Glória ao Pai...

 
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