Um Coração Preocupado - O Trágico na Vida

AS ÉPOCAS DO CORAÇÃO

Um Coração Preocupado - O Trágico na Vida

 

 

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    John Welch, O. Carm.

Os sofrimentos da humanidade

Parte do fascínio da tradição Carmelita reside na luta aberta contra os problemas e as forças obscuras que atacam o corpo e o espírito. O Carmelo não ignora o aspecto trágico da vida, mas enfrenta-o directamente. O sofrimento é uma componente determinante da vida das pessoas, e uma espiritualidade que não o tenha em conta corre o risco de ser ignorada. Os santos do Carmelo viveram plenamente a sua parte de dificuldades da vida.

Edith Stein e Tito Brandsma experimentaram a profundidade da crueldade humana e da malvadez gratuita. Teresa de Lisieux na sua curta e escondida vida experimentou uma quantidade surpreendente de sofrimentos. Teresa de Ávila conheceu o dano causado pela guerra tanto no interior como no exterior da sua alma. A forte reputação de João da Cruz, o seu próprio nome e a sua imagem da “noite escura” falam de uma espiritualidade que leva a sério o lado obscuro da vida. Pensemos também nos primeiros Carmelitas que foram para a periferia da sociedade e aí, sem distracções, abriram as suas vidas à luta interior entre o bem e o mal.

As pessoas sentem-se atraídas por uma espiritualidade que tem palavras para exprimir os seus sofrimentos mais profundos e dá ao seu coração uma esperança para estes tempos sombrios. Os santos do Carmelo, ainda que de séculos e culturas diferentes, compartilharam os sofrimentos próprios da humanidade. Um peregrino de qualquer época pode reconhecer-se nos sofrimentos dos santos do Carmelo e pedir-lhes que o acompanhe neste vale de lágrimas. É bom voltar a recordar as suas dificuldades.

Por exemplo, hoje em dia muitas pessoas podem identificar-se com os problemas que Teresa de Lisieux teve. Enquanto criança experimentou, não só a perda da verdadeira mãe, como também das “sucessivas” mães que cuidaram dela. A sua frágil psique conheceu o sofrimento da neurose e a deterioração causada pelas doenças psicossomáticas. Observou impotente à deterioração mental de seu pai, uma figura heróica na sua vida, e ao consequente internamento num asilo. O Carmelo foi para ela como um deserto e, na sua última enfermidade mental e física, conheceu a tentação do suicídio. Os devotos de Teresa nunca se deixaram enganar pela sua doce aparência. Reconheceram nela uma companheira de sofrimento que sabia por experiência o quão difícil pode ser a vida. E contudo, deu testemunho do amor sempre presente nela e que nunca falta.

Teresa expressou durante toda a sua vida o desejo de sofrer. O sofrimento exercia nela um fascínio misterioso que poderia ser suspeito se não o orientasse para o amor. Desde que entrou no Carmelo, Teresa começou a experimentar a aridez na oração, permanecendo nesta condição o resto do breve tempo em que aí esteve. E, o que é mais surpreendente, grande parte da sua a autobiografia, com o atraente Manuscrito B, foi escrita enquanto passava por uma terrível noite escura do espírito, durante a qual duvidou de tudo. A ideia de céu que a inspirou toda a sua vida e na qual acreditava, ria-se dela. Cognitiva e afectivamente não havia nada nem ninguém que lhe desse segurança quanto à direcção da sua vida. E no entanto escrevia aquelas belíssimas passagens sobre ser o amor o coração da Igreja e enviava cartas cheias de ardor aos seus irmãos missionários.

Teresa experimentava a sua própria transformação no forno de um amor obscuro. O que lhe restava unicamente era o centro da sua fé, confiança e amor. Quando nos exorta a confiar e a acreditar que “tudo é graça” não o faz a partir de uma posição de privilegiada, de quem experimentou de um modo tangível a dilecta e plena presença do amor de Deus, mas a de quem experimentou a ausência de Deus e as reprovações da sua mente. O Cardeal Daneels perguntava-se se Teresa não poderia ser chamada “Doutora da Esperança”, devido ao testemunho que deu na possibilidade humana de continuar para diante quando todos os apoios desapareceram.

O amor obscuro de Deus

Teresa de Ávila advertiu que as lutas dentro da nossa frágil psique são muito mais difíceis do que as exteriores. Teresa teve que vencer muitos obstáculos na sua actividade reformadora. Teve que lutar contra os opositores da sua reforma, comprar casas adequadas para as suas comunidades, contratar operários para as renovar, recolher fundos para as sustentar, recrutar membros para as comunidades, relacionar-se com várias autoridades eclesiásticas, e nem todas a apoiavam, viajar pelos difíceis caminhos da Espanha em condições incómodas e, por vezes, comparecer também em tribunal.

Não obstante, ela afirmou que estas batalhas não eram nada em comparação com as lutas furiosas que alastravam na sua alma quando na oração se centrava no seu íntimo. “Escutar a Sua voz é mais trabalhoso do que não a escutar”. Poder-se-ia pensar que a reflexão de Teresa sobre o “entrar em si mesmo” fosse como ir para casa; que as batalhas exteriores são uma coisa, enquanto na alma tudo é paz e harmonia. Tudo foi ao contrário, pois ao entrar no seu interior verificou que estava em guerra consigo mesma.

A oração lança luz sobre os cantos da alma que anteriormente não tinham sido examinados. Instintos, dependências, falsos modelos de vida, falsos “Eu”, falsos e falsos deuses, tudo se revela na sua realidade quando o fundamento da nossa vida volta a ser a verdade. Esta desagradável experiência pode conduzir ao medo, à perda da coragem e à tentação de abandonar o caminho. Não é absurdo o apelo de Teresa para se ser corajoso e decidido na procura de uma vida de oração. O que a alma necessita, escrevia Teresa, é o conhecimento de si mesma e a via de acesso para este conhecimento, a porta deste castelo interior, são a oração e a meditação.

Sem um esforço orante manter-nos-emos irremediavelmente bloqueados na periferia da nossa vida, pretendendo que os outros e a criação de Deus nos digam o que só Deus nos pode dizer, isto é, quem somos. Sem um verdadeiro centro que emerja da nossa vida, vivemos com muitos “centros”, fragmentados e dispersos, pedindo a cada um deles que realize os desejos do nosso coração. O único antídoto contra a morte certa que encerra o apego aos ídolos, é a dolorosa batalha em que se entra através da oração.

Os leitores de hoje podem compreender Teresa quando ela enumera uma série de dificuldades encontradas na sua vida, entre as quais o ser excessivamente elogiada e injustamente criticada, sofrer as contradições de homens bons que pensavam que as suas experiências místicas eram obra do demónio e confrontar-se diariamente com a sua precária saúde.

Porém, a experiência mais difícil, surgiu precisamente quando a sua relação com o Senhor Deus era a mais íntima. Começou a questionar todo o seu itinerário existencial e perguntava-se se tudo estava fundamentado sobretudo na sua imaginação ou na presença real de Deus na sua vida. Tinha ela mesmo simplesmente imaginado que Deus tinha sido bom para com ela no passado? Tinha sido boa no passado ou simplesmente tudo tinha sido inventado por ela? Por outras palavras, quando se esperaria que a sua amizade com Deus fosse já sólida, é fulminada por uma dúvida: “Há alguém na casa, no centro?”. Depois de gastar a vida e as melhores energias no seguimento do chamamento que advertia em si, Teresa começou a perguntar a si mesma se tudo não seria uma ilusão.

Outro modo de colocar a pergunta é: “No fim de tudo será a graça de Deus?”. Será que tudo isto é realmente para nós? Ou seremos só uma paixão sem sentido? Os imensos desejos do nosso coração, a fome da alma, no fim de tudo, ver-se-ão frustrados? Ou existe na verdade uma realidade, um amor que nos espera, igual aos nossos desejos? Todas estas perguntas tocam a essência da caminhada humana.

O tempo, a perseverança e a graça de Deus, deram a Teresa a resposta às suas dúvidas. Mais tarde fala da ausência destas dúvidas que lhe corroíam a alma e a certeza de uma profunda, mas não problemática, relação com o Senhor. Contudo, mesmo ainda nessa condição que define como “desposório espiritual”, diz que confia mais no sofrimento. Ainda nos momentos em que se encontrava encurralada na periferia da sua vida, sabia que o discípulo de Jesus levaria a cruz, e que através desta surgiria a vida. Na sua vida não construiu cruzes artificiais nem tampouco afastava as cruzes que a vida lhe apresentava. Tinha aprendido a confiar no amor de Deus, ainda que por vezes fosse obscuro.

As noites escuras

 

A metáfora de João da Cruz da “noite escura” recorda-nos que a experiência do amor de Deus nem sempre é o máximo da experiência de comunhão de toda a criação. Na noite escura, o amor de Deus aproxima-se de nós de um modo que parece negar-nos. Na noite parece que Deus está contra nós. No amor não há nada de tenebroso ou destrutivo, sustenta João, mas devido ao que somos e à necessidade de purificação, experimentamos este amor como obscuro.

 

João apresenta uma descrição particularmente convincente sobre os momentos da vida durante os quais as consolações se desvanecem e orar é quase impossível. O desejo está ainda presente, mas esgotou-se procurando libertar-se dos ídolos. O teólogo Karl Rahner disse que todas as sinfonias da vida permanecem incompletas. Em cada relação, em cada possessão surgirá, eventualmente, essa sensação de imperfeição. Esta frustração do desejo e a atracção por algo mais além, representam a inquietação provocada pelo contínuo convite de Deus para uma união mais profunda.

 

Quando os deuses morrem durante a noite, eclipsa-se a personalidade. O psicólogo Carl Jung disse que não conseguia distinguir os símbolos de Deus dos símbolos do Eu. Quando uma pessoa perde os seus símbolos de Deus, a personalidade começa a desintegrar-se. Esta condição de obscurecimento contínuo dura até que apareça um novo símbolo de Deus ou se estabeleça uma nova relação com o símbolo anteriormente existente.

 

Nestas crises da vida é de grande ajuda o conselho de João da Cruz que nos assegura que o amor de Deus está presente algures no meio dos escombros da nossa vida, mas que inicialmente não se consegue experimentar como amor. João aconselha a sermos pacientes, confiantes e perseverantes. A acção do amor de Deus está a libertar-nos dos nossos ídolos e a curar as nossas almas. Os “deuses” estão a morrer na noite e a alma tem necessidade de passar por um processo de sofrimento. Caminho errado seria solucionar ou aliviar de modo artificial este estado, ou negá-lo totalmente. João aconselha a olhar de frente esta condição, a entrar nela com paciência e permanecer aí, onde o coração luta mais arduamente, e estar vigilantes para advertir a chegada do amor. Convida-nos a uma “atenção amorosa” na obscuridade: é chegado o momento de ser sentinela na noite. A contemplação significa estar disponível para o amor transformante de Deus, especialmente quando vem disfarçado ao nosso encontro.

 

A intensa experiência que João chama de “noite do espírito” é ao mesmo tempo uma forte experiência da nossa condição de pecadores, da finitude da nossa condição humana, e da sempre emergente transcendência de Deus. Quando se está neste estado, as palavras não têm nenhum sentido. João escreve que é tempo de “se pôr a boca no pó”. A única coisa que se pode fazer é realizar o próximo acto de amor que se nos apresente. Neste deserto, o peregrino continua a sua viagem existencial, apoiado somente na orientação de uma verdadeira fé bíblica. João está convencido que só esta fé purificada é o contexto no qual se pode estabelecer uma verdadeira e autêntica relação com Deus. Assim como para Teresa de Lisieux desapareceu a ideia de paraíso, o peregrino não possuiu mais o objecto da sua esperança, e é-lhe recordado que somente se pode pôr de novo a esperança naquilo que não se possui.

 

Os textos de João não se fixam no sofrimento. A sua poesia e os seus comentários foram escritos a partir do outro lado da barricada. A noite transformou-se numa experiência iluminadora e numa guia mais verdadeira do que o próprio dia. A chama que queimava, agora cauteriza e cura. E a ausência que levou o peregrino à procura do Amado revelou-se como uma Presença misericordiosa, escondida no seu anelo.

 

Uma nova espiritualidade

 

Tito Brandsma e Edith Stein, vítimas dos campos de concentração, são nos nossos dias duas testemunhas Carmelitas de uma fé conservada no meio dos mais atrozes sofrimentos. Brandsma opôs-se à propaganda nazi e Stein identificou-se com o seu povo perseguido. Foram apanhados na poderosa corrente do mal social do século XX. Na experiência de serem despojados de toda a segurança e apoio, estes dois Carmelitas testemunharam a possibilidade de viver a fé, a esperança e a caridade no meio das condições mais abjectas. Ao reconhecer o seu testemunho, a Igreja confirma a autenticidade das suas vidas e coloca-os entre os que arriscaram tudo no seguimento de Cristo. A Regra do Carmelo indica várias formas de discipulado mas, no fim, todas conduzem a abraçar a Cruz.

 

Os Gerais das duas Ordens Carmelitas chamam-nos a uma “nova espiritualidade” para complementar a “nova evangelização”. Surgirá esta nova espiritualidade do conhecimento cada vez maior que o Carmelo vai tendo das realidades experimentadas pelas pessoas nas várias partes do mundo? Enquanto o rosto do Carmelo vai mudando e novos membros entram na Ordem, provenientes sobretudo dos países mais populosos e pobres, a situação das massas empobrecidas do mundo chegarão às portas do mundo mais desenvolvido. A internacionalidade da Ordem e o vínculo internacional da Família Carmelita dão-nos uma oportunidade única para escutar o Espírito nos muitos e diversos contextos, e desafia-nos a dar uma resposta.

 

João Paulo II alargou a imagem da noite escura de João da Cruz para incluir nela os sofrimentos do mundo moderno: “A nossa época tem vivido momentos dramáticos em que o silêncio ou ausência de Deus, a experiência de calamidades e sofrimentos, como as guerras ou o próprio holocausto de tantos seres inocentes, fizeram compreender melhor esta expressão, dando-lhe além disso um carácter de experiência colectiva, aplicada à realidade mesma da vida e não só a uma fase do caminho espiritual. A doutrina do Santo é invocada hoje ante esse mistério insondável do sofrimento humano. Refiro-me ao mundo específico do sofrimento... Sofrimentos físicos, morais ou espirituais, como a enfermidade, o flagelo da fome, a guerra, a injustiça, a solidão, a falta de sentido da vida, a própria fragilidade da existência humana, a consciência dolorosa do pecado, a aparente ausência de Deus, são para o crente uma experiência purificadora que poderia chamar-se noite da fé. A esta experiência S. João da Cruz deu-lhe o nome simbólico e evocador de noite escura, com uma referência explícita à luz e à obscuridade do mistério da fé. Sem pretender dar ao angustiante problema do sofrimento uma resposta de ordem especulativa, à luz da Escritura e da experiência vai descobrindo e aperfeiçoando algo da transformação maravilhosa que Deus leva a cabo na obscuridade, pois ‘tão sábia e belamente sabe tirar dos males bens’ (Cântico Espiritual B 23, 5). Trata-se, em definitivo, de viver o mistério da morte e ressurreição em Cristo com toda a verdade.

 

Resumo

 

O Carmelo não tem resposta para o mistério do mal. Mas o Carmelo percorreu o caminho difícil e dá uma palavra de esperança ao peregrino que sofre. Sofrimento profundo e experiências trágicas são parte da vida de cada pessoa. As limitações da nossa condição humana e as forças destrutivas presentes no mundo atacam com frequência a nossa fé. O Carmelo testemunha que o amor de Deus está sempre presente mesmo nos escombros da nossa vida, apesar de parecer o contrário.

 

O Carmelo dá-nos uma análise particularmente intensa do impacto que o amor de Deus tem no espírito e na personalidade do ser humano. Convidado a uma relação cada vez mais profunda, o peregrino é desafiado a deixar todos os apoios e a caminhar confiadamente no futuro de Deus. No processo de adaptação ao ambiente divino, o cristão experimenta frequentemente ataques tanto no espírito como na psique. O Carmelo oferece linguagem e imagens expressivas que podem exprimir estes sofrimentos, e é muito eloquente na recomendação de vigiar em silêncio pela chegada de Deus.

 

Os santos do Carmelo confiaram no sofrimento e como discípulos frequentemente expressaram o desejo de levar a cruz. Contudo, este desejo de sofrer, tem significado no contexto de uma resposta de amor à obra de Deus. O sofrimento de Jesus na cruz nasceu do amor e não do amor ao sofrimento.

Perguntas para reflexão

 

Qual tem sido a minha experiência de caminhar por um caminho obscuro? Fui capaz de deixar caminhos já conhecidos para me deixar conduzir por um caminho não escolhido por mim? O que mais me ajudou?

 

Como procedo quando o caminho não é claro?

 

Que consolo ou guia oferece o Carmelo às pessoas que vivem situações dolorosas?

 

Como deveria a Ordem responder à “noite escura” pela qual passam muitos povos no mundo? Poderia ser isto um aspecto da “nova espiritualidade”, recomendada pelo Geral dos Carmelitas e dos Carmelitas Descalços?

Continua

 

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