No passado dia 17 de agosto, pelas 17 h, celebraram-se na paróquia de Fátima, conforme noticiado, as exéquias do Fr. António Maria Alves Júnior, O.Carm. Foram presididas pelo Comissário-Geral de Portugal, Fr. Altamiro Tenório da Paz. Estiveram presentes familiares e amigos do P. António, vindos da sua terra natal, Pampilhosa da Serra, bem como numerosos confrades carmelitas de todas as comunidades do Comissariado. Marcaram a sua presença também religiosas, quer carmelitas, quer de outros Institutos Religiosos, bem como leigos da Família Carmelita, em particular da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Santo António dos Cavaleiros, e leigos das paróquias de Santo António dos Cavaleiros, de Frielas e do Campo Grande, tendo estes últimos sido acompanhados pelo Padre Matias Tchissoka Timóteo em representação do pároco do Campo Grande, P. Hugo Gonçalves.
No final da celebração eucarística e antes da encomendação do corpo e da saída para o cemitério, o Fr. Altamiro leu em voz alta a mensagem que Sua Ex.a Rev.ma, o Senhor Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, lhe enviou por ocasião desta efe que aqui publicamos por inteiro:

MENSAGEM DO PATRIARCA DE LISBOA
POR OCASIÃO DAS EXÉQUIAS
DE FREI ANTÓNIO MARIA ALVES JÚNIOR
Reverendo Padre Provincial,
Caros irmãos da Ordem do Carmo,
Familiares e amigos de Frei António Maria Alves Júnior,
Caríssimos irmãos e irmãs,
No momento em que confiamos a Deus a vida de Frei António Maria Alves Júnior, quero fazer chegar à Ordem do Carmo e a todos quantos hoje se reúnem nesta Eucaristia a minha proximidade, a minha oração e, sobretudo, uma palavra de profunda gratidão.
Noventa e sete anos de vida são uma longa história, feita de muitos rostos, lugares, encontros e serviços. No caso de Frei António, uma parte muito significativa dessa história foi oferecida à Igreja de Lisboa. Ao longo de décadas, exerceu generosamente o ministério sacerdotal entre nós, servindo de modo particular as comunidades de Santo António dos Cavaleiros, Frielas e Campo Grande. A essas comunidades entregou tempo, energias, oração e aquela presença quotidiana que tantas vezes passa despercebida, mas através da qual se constrói verdadeiramente a vida da Igreja.
Hoje, ao despedirmo-nos dele, não queremos apenas recordar funções desempenhadas ou anos de serviço. Queremos agradecer uma vida entregue. Por detrás de cada celebração da Eucaristia, de cada confissão, de cada visita, de cada palavra de conforto ou de orientação, estiveram pessoas concretas que encontraram no seu ministério um sinal da proximidade de Deus.
Agradeço, por isso, também à Ordem do Carmo, sua família religiosa, que o formou e sustentou na vocação, e através da qual o Frei António aprendeu a viver na escuta, na oração e no serviço. A fecundidade de uma vocação mede-se, muitas vezes, por sementes cujo fruto só Deus conhece plenamente.
A morte traz sempre consigo a dor da separação. Mas, para nós cristãos, esta não é uma despedida sem horizonte. Aquele que durante tantos anos anunciou Cristo ressuscitado é agora confiado Àquele que tantas vezes tornou presente no altar.
Rezamos para que o Senhor acolha Frei António na sua misericórdia e lhe conceda contemplar, face a face, Aquele a quem procurou servir ao longo da vida.
À Ordem do Carmo, aos seus familiares, aos irmãos sacerdotes e a todas as comunidades que guardam a sua memória, deixo a minha sentida proximidade.
Obrigado, Frei António, pela vida oferecida e pelo serviço prestado à Igreja de Lisboa. Que Nossa Senhora do Carmo o acompanhe agora ao encontro definitivo com o seu Filho.
Lisboa, 15 de agosto de 2026
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† Rui, Patriarca de Lisboa