5º Domingo do Tempo comum, ano A – 8 de fevereiro de 2026

Mãos cheias de sal

Acolhimento. Sinal da cruz. Oração inicial. Invocação do Espírito Santo:

A. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
T. E acendei neles o fogo do vosso amor.
A. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
T. E renovareis a face da terra.

A. Oremos. Senhor, nosso Deus, que iluminastes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, tornai-nos dóceis às suas inspirações, para apreciarmos retamente todas as coisas e gozarmos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amen.

1) LEITURA (Que diz o texto? Que verdade eterna, que convite/promessa de Deus traz?)

Leitura do Evangelho segundo S. Mateus (5,13-16)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5,13«Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tornar insano, com que se há de salgar? Para mais nada serve, senão para ser deitado fora e pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15nem se acende uma lâmpada para a pôr debaixo do alqueire, mas no candelabro, onde brilha para todos os que estão na casa. 16Do mesmo modo, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

Ler a primeira vez… Em silêncio, deixar a Palavra ecoar no coração… Observações:

  • v. 13. «Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tornar insano, com que se há de salgar? Para mais nada serve, senão para ser deitado fora e pisado pelos homens.

    v. 13: Lc 14,34. Estamos no Sermão da Montanha (Mt 5-7). Logo a seguir às bem-aventuranças (5,1-12), Jesus traça a missão dos seus discípulos, através de duas metáforas retiradas da vida quotidiana: o sal e a luz. Estas duas metáforas vêm na sequência da última bem-aventurança, com a qual estão em relação, quer pelo recetor, que é o mesmo (v. 13: “vós”; v. 12: “vosso”), quer pelo verbo: “sois” (gr. este: v. 11). Jesus dirige-se, pois, inequivocamente, não mais à multidão em geral (vv. 1-10), mas aos seus discípulos (v. 1) em particular. A estes, que poderiam sentir-se uma minoria (como era), em contracorrente, perseguida e difamada, Jesus diz-lhes para não desanimar, nem desistir, declarando-lhes que são o sal da terra e a luz do mundo.

    Ao invés da lógica humana, Jesus não começa pela imagem mais bela, grandiosa e universal, a do sol, mas pela mais simples e terrena, a do sal. O sal, tão útil e necessário à vida humana (Sir 39,26), dá “sabor” aos alimentos, não só dos homens (Jb 6,6), como dos animais (Is 30,24). Diluído em água, serve para purificar (2Rs 2,20ss), tratar a pele, desinfetar, aliviar inchaços e contusões, sendo, por isso, usado para limpar os recém-nascidos (Ez 16,4). Não havendo ainda frigoríficos (inventados só em 1913), o sal era utilizado em toda a parte para conservar os alimentos, a fim de os sal-var da corrupção (Br 6,27). Por isso, usava-se no culto misturado com o incenso que ininterruptamente se queimava no Santuário do Templo, diante do Santo dos Santos (Ex 30,6.35); nos sacrifícios, como “sal da aliança” (Lv 2,13; Ez 43,24); e também nos acordos, para selar a “aliança eterna de sal” (Nm 18,19), simbolizando o valor perene e incorruptível do tratado feito e das promessas que o sancionavam (como, por exemplo, as promessas feitas por Deus a David: 2Cr 13,5). Por isso, na mesma época em que Mateus redige esta passagem, escrevia Plínio, o Velho (†79 d.C.), declarando: “Nada é mais útil do que o sal e o sol” (Nihil esse utilius sale et sole: Hist. Nat. 31,9,102, aqui linha 39).

    A abrir a parenese, Jesus interpela diretamente os seus discípulos com um “vós” enfático, afim de os despertar para o dom do Reino que já neles está: “Vós sois o sal”, frisando deste modo a necessidade de serem eles, os seus discípulos, a viver de uma forma que manifeste a boa-nova do Reino dos céus que lhes é dada por graça de Deus (cf. 13,16-17). Este é o ponto de partida do Sermão da Montanha, a sua pedra basilar: o dom da graça de Deus; só depois se aponta a missão ou o comportamento cristão. O ser precede o fazer.

    “Da terra”. Por “terra”, sem mais, podia entender-se “a terra” de Israel (Gn 12,1; etc.), mas o paralelismo deste versículo com o seguinte, indica-nos que Jesus está a referir-se ao mundo. Isto indica-nos que o que Jesus aqui diz, no Sermão da Montanha, não se limita à situação pré-pascal dos seus discípulos (enviados então só “às ovelhas perdidas da casa de Israel”, mas ainda não aos gentios nem aos samaritanos: cf. 10,5-6), mas à sua condição pós-pascal, renascidos do Espírito Santo. Com esta designação,Jesus começa logo por rasgar os horizontes dos seus discípulos, estendendo a amplitude da sua missão às dimensões da terra, aos confins da humanidade (cf. 28,18).

    Os rabinos comparavam a Lei ao sal, dizendo: “o mundo não pode existir sem o sal […]. Assim, também é impossível para o mundo existir sem as Escrituras” (bSop 15,8). Desta forma, Jesus diz que os seus discípulos, tal como o sal, são vitalmente necessários e imprescindíveis, não apenas ao seu povo, mas também a toda a humanidade, a quem são chamados a ser úteis, servindo-lhe o anúncio e o testemunho do Evangelho. Se forem fiéis à aliança, desprendendo-se de tudo o que não é de Deus (cf. Lc 14,33), apreciando com sabedoria todas as coisas (cf. Mc 9,49) e usando de discernimento (cf. Cl 1,9s), pondo em prática o que o Senhor lhes diz aqui, no Evangelho, serão sinal de Deus, instrumentos de paz e de reconciliação, de cura e de purificação para os homens (cf. Mc 9,50), ajudando-os a salvar-se da “perversidade” e “da corrupção do mundo” (Tg 1,27; At 2,40; cf. Gn 6,11) e a renascer para Deus, mediante a fé em Jesus Cristo.

    “Mas se o sal se tornar insano” (Lc 14,34): dizer que “o sal se torna insano” (lit. morainô, “perder a razão”) é uma metáfora para indicar um comportamento iníquo, desarrazoado do homem (cf. 2Sm 24,10; Is 19,11; Jr 10,14; 51,17; Sir 23,14; Rm 1,22; 1Cor 1,20). Na realidade, o sal, não se corrompe, nem se torna insípido (ánalos: Mc 9,50), mas pode estragar-se. Por exemplo, quando se salga um alimento: este deve ser primeiro limpo, lavado e escorrido de todo o sangue e secreções, pondo-se, depois na salgadeira, envolvendo-o em diversas camadas de sal. Mas se o sal tiver impurezas, ou se, por acidente, se entornar algo sobre ele, que o conspurque, fica inutilizado e “para nada mais serve”, senão para ser deitado fora. Do mesmo modo, se os discípulos não souberem discernir com sabedoria a vontade de Deus, para a porem em prática, ou se, pecando, se corromperem, acomodando-se aos padrões deste mundo, desviando-se do Evangelho, demitindo-se da sua missão de o anunciar ou servindo-se dele para proveito próprio, desvirtuarão a sua identidade, tornando-se inúteis para si e para os outros,

    “Com que se há de salgar?”: esta pergunta confirma que Jesus não está a pensar, em primeiro lugar, no uso do sal como condimento, mas na sua utilização para “curar” os alimentos na salgadeira, a fim de os preservar da corrupção.

    “Para nada mais serve, senão para ser deitado fora e pisado pelos homens”: o mesmo acontecerá aos discípulos de Cristo que desvirtuarem a sua identidade: para mais nada servirão, a não ser para serem “deitados fora” (13,48; Jo 15,6; passivo divino: “por Deus”) e “pisados” (cf. 2Ma 8,2), desprezados, escarnecidos e oprimidos “pelos homens”.

  • v. 14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.

    A segunda imagem é a “luz”. Também aqui, nesta máxima, redigida em estreito paralelismo com a anterior, se parte da afirmação do dom, para dele inferir a exortação parenética. E também aqui, com maior clareza ainda que no versículo anterior, se pressupõe a condição pós-pascal dos discípulos: eles são “luz” porque foram batizados (na água e) no Espírito Santo (3,11), renascendo como filhos de Deus através do batismo, chamado "iluminação" (Hb 6,4; 10,32): por isso, porque iluminados, os cristãos são chamados "luz": “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai com filhos da luz” (Ef 5,8).

    A "luz" é um tema muito importante na Sagrada Escritura. Nela, por “luz” entende-se tanto a “fonte" da luz (p.ex. o sol), como a luz emitida ou refletida. Deus é a “luz eterna” (Sb 7,26; 1Jo 1,5), a fonte de luz do seu povo (Is 60,1) que ilumina os seus fiéis (cf. Sl 27,1; 34,6; Is 60,5) e os irá conduzir, em novo êxodo (cf. Ex 14,20), “com alegria, à luz da sua glória, com a misericórdia e a justiça que dele vêm” (Br 5,7). Luz que mora com Deus (Dn 2,22) e resplandece para os homens através da sua sabedoria, a qual é “espelho imaculado da atividade de Deus e imagem da sua bondade” (Sb 7,26), luz “mais bela do que o sol” – o qual só brilha durante o dia –, “e que supera todos os astros” – que só se veem durante a noite –; luz que “comparada à luz do dia, lhe é superior, porque a luz cede o lugar à noite, ao passo que o mal não prevalece sobre a sabedoria” (Sb 7,29-30). Os essénios de Qumran designavam-se a si mesmo “filhos da luz”, por oposição aos “filhos das trevas” (1QS 1,9-10). E Jesus é apresentado por Mateus logo no início do seu ministério como “luz” (4,16; cf. Is 9,2; Jo 1,9).

    O mesmo são os seus discípulos (os batizados): "filhos da luz" (Lc 16,8; Jo 12,36; Ef 5,8; 1Ts 5,5), um semitismo que significa "luminosos", ou seja, “luz” irradiante, cuja missão é fazer chegar a toda “a terra” a luz de Cristo, que receberam, ou seja, o Evangelho. Tal é a sua missão: por isso são chamados “luz do mundo”. Uma designação que evoca o sol, que ilumina toda a terra (cf. Sl 19,4-6). Mas, ao invés do sol, os seus discípulos não são chamados "luz" por serem fonte da mesma, mas, porque iluminados por ela, como irradiação da luz que Deus é, o mesmo Deus que os ilumina.  Imagem esta que pressupõe a anterior: os discípulos de Jesus só serão” luz do mundo”, se forem “sal da terra”.

    Jesus ilustra esta imagem com duas parábolas. Na primeira parábola,Jesus indica a missão da comunidade em relação aos de fora: ser cidade situada sobre um monte (cf. 16,18). É uma alusão a Is 2,2-5; 60,1-3, onde se diz que Deus brilharia sobre Jerusalém, para, a partir dela, iluminar todos os povos, um tema já presente no judaísmo (cf. GnRab 59). Na linha dos cânticos do “Servo de Iavé”, onde o Servo é chamado “luz das nações” (Is 42,6ss; At 26,23) e identificado com Israel (Is 49,3.6; At 13,47), os judeus aplicavam Is 60,3 ao Povo de Deus, dizendo que este devia ser um reflexo da luz de Deus diante de todos os povos (Midr Ct 1,3.15; cf. Rm 2,19). É o que os cristãos devem fazer, pessoal e comunitariamente, como “filhos da luz”, iluminados por Cristo (cf. 2Cor 4,6; Ef 1,18): anunciar a todos os homens, com a vida e a palavra, Jesus, luz do mundo (cf. Fl 2,15s), “que destruiu a morte e fez brilhar a luz e a incorruptibilidade por meio do Evangelho” (2Tm 1,10).

  • v. 15. Nem se acende uma lâmpada para a pôr debaixo do alqueire, mas no candelabro, onde brilha para todos os que estão na casa.

    A segunda parábola tem a ver com a vida pessoal, familiar e comunitária. Uma lâmpada não se acende "para a pôr debaixo do alqueire". O alqueire era uma caixa de madeira, de cerca de 15 litros, onde se guardavam os alimentos secos, que era posta na despensa, no fundo da casa. A lâmpada é acesa para a pôr aí, tapada, nos fundos da casa, mas sobre o candelabro (cf. 2Pd 1,19), na sala, na parte superior da casa, a fim de iluminar todos os que nela estão (cf. Mc 4,31; Lc 8,16; 11,33). Para isso acontecer, durante a noite era necessário encher regularmente a lâmpada de azeite para manter viva a sua chama (25,3s.8s). Não pode reduzir-se a Palavra às estreitas dimensões do “alqueire” que o ser humano é (cf. 7,2; Mc 4,24), nem basta escutá-la; há que recebê-la com fé, guardá-la no coração, aprofundá-la, discerni-la e pô-la em prática, no centro da própria vida, enchendo-a cada dia com “o óleo da alegria”, o Espírito Santo (cf. Sl 45,7; Is 61,3; Hb 1,9), a fim de a poder levar aos outros, fazendo o bem “a todos os que estão em casa”, ou seja: primeiro aos da própria família, comunidade e ambiente; mas também a todos os homens (Lc 12,35), de modo que, iluminados pelo Evangelho e renascidos pela graça, todos se possam sentir e viver como membros da “casa” comum do Pai (cf. Ef 2,19), irmãos uns dos outros.

  • v. 16. Do mesmo modo, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

    “Do mesmo modo”, como “luz do mundo”, ou seja, à semelhança da luz do sol, que alumia e aquece, de forma contínua, gratuita e generosa, a todos.

    “Brilhe”: é o mandato de Jesus aos seus discípulos (cf. Is 42,6; Pv 4,18; Fl 2,15-16),  um imperativo parenético que, na Bíblia, só aparece aqui, nesta passagem de Mateus. O que sublinha a sua importância para o evangelista.

    “A vossa luz”: não são os discípulos que devem brilhar, mas “a sua luz”, ou seja, Deus (Is 60,1.19-20!) e Jesus Cristo (4,16; 17,2; Lc 2,32), “Luz do mundo” (Jo 8,12; cf. Is 2,5; 10,17), que devem brilhar neles e através deles, pessoal e comunitariamente, por meio do Evangelho (cf. 2Cor 4,4.6; 2Tm 1,10cf. Is 9,1; Tb 13,13), apontando a todos o caminho da vida (cf. Is 60,3; Jo 11,9; 12,35). Luz esta que se deve manifestar como: 1) luz da fé (cf. 1Pd 2,9; Jo 12,46, At 26,18; Ef 5,14; Hb 10,32), que ilumina os caminhos dos homens (Sl 119,105; Ef 5,8); 2) luz da esperança (Ef 1,18; 2Pd 1,19), estando sempre prontos a dar razão dela, com palavras repassadas de sabedoria (Cl 4,5s), a todos os que lha pedirem (1Pd 3,15); 3) e luz do amor (1Jo 2,8 ss; 1Ts 4,9; Gl 5,5s; v. infra).

    “Diante dos homens”, ou seja, diante de todos, bons e maus (5,44s), judeus e gentios, sem os julgar, nem fazer aceção de pessoas.

    “Para que vejam as vossas boas obras”: as obras de misericórdia (Is 58,6-8; Sl 112,4-5) e de justiça (13,43; Pv 13,9) a que Jesus se refere, quer aqui, no Sermão da Montanha, quer no seu último discurso, o do juízo final (25,35-36), obras que os cristãos são chamados a praticar.

    “E glorifiquem”: não fazendo as suas boas obras para “aparecer” (6,16) e serem “vistos” (6,1.5), a fim de "serem glorificados” pelos homens (6,2), como os fariseus, mas para “glorificar a Deus” (1Pd 2,12; cf. 1Cor 10,31; Fl 1,11; Jo 15,8), edificando todos com a sua conduta, marcada pela prática do bem e da mais genuína caridade (cf. Fl 1,9-10; 4,8-9).

    “O vosso Pai que está nos Céus”: a fonte da prática das boas obras é a relação singular que os discípulos têm com Deus, a quem, por meio de Cristo, chamam "Pai" (Mt, 44x) e que, de facto, é o seu “Pai que está nos céus”. É a primeira vez que aparece em Mateus esta designação de Deus, “Pai, que está nos céus”, típica do seu Evangelho (14x: v. 45; 6,1.9; 7,11.21; 10,32.33; 12,50; 16,17; 18,10.14.19; incluindo 11,25) e que, fora dele, em toda a Sagrada Escritura, só aparece em Mc 11,25. “Céus”, reflete o original aramaico e o hebraico, onde a palavra “céu” é quase sempre usada no plural (cf. Gn 1,1; etc.). Uma designação de Deus que tão admiravelmente combina, como nenhuma outra, a dimensão imanente, íntima, pessoal e comunitária da paternidade divina, “Pai”, com a sua inefável transcendência e sublimidade, “que estás nos céus”.

    No Ritual do batismo até à reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, o sal era benzido e posto na boca da criança que ia ser batizada, simbolizando o dom da sabedoria que devia informar a vida do catecúmeno (Rit. Rom., Ordo bapt., 16-17); e no mesmo, tal como no atual, uma vela acesa era entregue ao neófito (gr. "recém iluminado"), a seguir à unção com o crisma e a imposição da veste branca (ibid., 48). Da mesma forma, Jesus apela nesta perícopa à vocação batismal dos seus discípulos, dizendo-lhes que eles se devem comportar de acordo com aquilo que n’Ele se tornaram, "sal da terra" e "luz do mundo", não deixando de o pôr em prática e de o levar a todos os homens.

    O sal e a luz, tão necessários à vida do homem, são úteis porque se dão e servem ("são úteis") desinteressadamente a todos, sem qualquer aceção de pessoas. Da mesma forma, os cristãos só "servirão", só serão úteis às pessoas, se viverem e transmitirem o Evangelho a todos, amando-os e servindo-os, à imagem de Cristo, com o mesmo amor gratuito e misericordioso do Pai. A justiça do Reino, Jesus Cristo, Luz do mundo, deve brilhar na sua vida pessoal, familiar, comunitária, social e eclesial, de modo que sejam outros “Cristos” neste mundo e o façam chegar a todos, informando todas as realidades e impregnando todas as dimensões da existência humana com a luz vivificante do Evangelho. Não para receber aplausos dos homens, mas para dar glória a Deus, ajudando-os a encontrar-se com Cristo, para n'Ele se tornarem, eles também, “filhos da luz”, filhos de Deus.

    Ler o texto outra vez... Em silêncio, escutar o que Deus diz, no segredo...

 

2) MEDITAÇÃO… PARTILHA… (Que me diz Deus nesta Palavra?)

     a) Que frase me toca mais? b) Que diz à minha vida? c) Oração em silêncio…
     d) Partilha… e) Que frase reter? f) Como a vou/vamos pôr em prática?

  • Como vivo e testemunho o Evangelho? Procuro difundi-lo?

  • Sou, dia a dia, sal que dá sabor, luz que ilumina? Para aqueles com quem lido todos os dias, sou uma personagem insípida, igual a todos os outros, ou uma nota de alegria, um sinal de esperança, uma chama de caridade, numa vida nova vivida ao jeito de Jesus, a saber a Evangelho?

 

3) ORAÇÃO PESSOAL… (Que me faz esta Palavra dizer a Deus?)

4) CONTEMPLAÇÃO… (Tudo apreciar em Deus, à luz da sua Palavra) 

Salmo responsorial                                                     Sl 112, 4-9 (R. 4a)

Refrão: Para o homem reto, nascerá uma luz no meio das trevas.

Brilha aos homens retos, como luz nas trevas,
o homem misericordioso, compassivo e justo.
Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.      R.

Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.
Ele não receia más notícias:
seu coração está firme, confiado no Senhor.      R.

O seu coração é inabalável, nada teme;
reparte com largueza pelos pobres,
a sua generosidade permanece para sempre
e pode levantar a cabeça com altivez.      R.
 

Pai-nosso…
 

Oração conclusiva:

Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T. Amen.
 

Ave Maria...

Bênção final. Despedida.
 

5) AÇÃO... (Caminhar à luz da Palavra, encarnando-a e testemunhando-a na nossa vida)

Fr. Pedro Bravo, O.Carm.