
Acolhimento. Sinal da cruz. Oração inicial. Invocação do Espírito Santo:
A. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
T. E acendei neles o fogo do vosso amor.
A. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
T. E renovareis a face da terra.
A. Oremos. Senhor, nosso Deus, que iluminastes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, tornai-nos dóceis às suas inspirações, para apreciarmos retamente todas as coisas e gozarmos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amen.
1) LEITURA (Que diz o texto? Que verdade eterna, que convite/promessa de Deus traz?)
Leitura do Evangelho segundo S. João (14,15-21)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 14,15«Se me amais, guardareis os meus mandamentos. 16E Eu rogarei ao Pai e Ele dar-vos‑á outro Paráclito para que esteja convosco para sempre: 17o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem conhece. Vós o conheceis, porque permanece convosco e em vós estará. 18Não vos deixarei órfãos: venho a vós. 19Um pouco mais e o mundo já não me vê, mas vós vedes-me, porque Eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia vós conhecereis que Eu estou no meu Pai e vós em mim e Eu em vós. 21Quem tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. E quem me ama será amado por meu Pai e também Eu o amarei e me manifestarei a ele».
Ler a primeira vez… Em silêncio, deixar a Palavra ecoar no coração… Observações:
Continuamos no Cenáculo, em Jerusalém, na Última Ceia. Jesus sabe que “volta” para o Pai e que os seus discípulos vão continuar no mundo. Despede‑se então deles e transmite-lhes as suas últimas palavras, a modo de testamento final, prometendo-lhes que a sua ida para o Pai não representará um afastamento nem uma separação deles, mas será ante o início de uma nova forma de continuar com eles, mas de um modo novo, vivendo neles através do seu Espírito que neles habitará e que, ao regenerá-los como filhos de Deus, deles fará morada de toda a Trindade.
O presente texto pode dividir-se em três partes: a) a promessa da vinda do Paráclito (vv. 15-17); b) a promessa da vinda pascal de Jesus como princípio da inhabitação de Deus na comunidade (vv. 18-20); c) a promessa da vinda de Jesus àquele que o ama, princípio da inhabitação de Deus no homem (vv. 21-24, aqui apenas o v. 21).
- v. 15. «Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
Jesus começa por apontar a meta da sua exortação: o amor. Para permanecer em Jesus e Jesus nele, há que co-responder ao seu amor (que tem sempre a iniciativa: 13,1; 15,9; 17,23s.26; 1Jo 4,10ss.19) com um amor à imagem do seu. O amor a Jesus (21,15) só é verdadeiro quando se traduz "por obra e em verdade" (1Jo 3,18).
O “amor” de que Jesus aqui fala é a agápê (gr. “caro”), um termo inventado pelos tradutores dos LXX (a tradução grega da Bíblia hebraica) para transmitir para o grego o sentido do substantivo hebraico 'ahabah (do verbo 'ahab, “amar”) que, por sua vez, ao ser traduzido para o latim, também irá precisar de um vocábulo novo, criado para o efeito pelos cristãos, o substantivo caritas (derivada de carus, "apreciado", "querido", "valioso"), que designa o amor por excelência, o amor gratuito, altruísta e benevolente, que de tal modo quer e procura o bem e a felicidade daquele que ama (que lhe é "caro"), que está disposto a tudo fazer, bem como a pagar em primeira pessoa "o preço" disso, sem nunca desistir, até que ela os consiga, nisso encontrando o seu próprio bem e felicidade.
“Guardar” é “atender”, “velar por”, “conservar”, “obedecer”, “seguir”, “pôr em prática” (Pv 3,1; 19,16; Sir 29,1; Sb 10,5; Tb 14,9) o amor a Jesus. Como? Praticando os seus mandamentos. Pois o amor a Deus consiste em praticar os seus mandamentos (vv. 21.23; 15,10; 1Jo 2,5; 5,3; 2Jo 1,6; Sb 6,18; Dn 9,4).
O verbo “guardar” está no futuro, indicando que a vida cristã é uma caminhada, em que cada dia se passa por diversas situações concretas, sempre novas e diferentes, sendo nelas que se prova.
“Mandamento” (gr. entolê) é “o que é posto dentro” para ser levado a cabo como tarefa. Não é uma lei exterior, mas uma exigência íntima, sentida como própria (12,49s), um mandato interior, que anima, impele e dirige toda a existência. “Mandamentos” está no plural, porque Jesus não se está a referir apenas ao “seu” mandamento, o mandamento novo do amor (13,34; 15,12.17), mas também às suas palavras (vv. 23-24; 1Jo 2,3-11), que o explicitam (15,14-15). Quem ama Jesus põe em prática as suas palavras, cumpre o seu mandamento.
- v. 16. E Eu rogarei ao Pai e Ele dar-vos‑á outro Paráclito para que esteja convosco para sempre.
O homem por si próprio não é capaz, porém, de atingir a meta a que Jesus o desafia: a de amar como Ele amou e de cumprir os seus mandamentos (cf. 15,5): só o Espírito Santo pode realizar nele esta obra (1Jo 3,24). Por isso, Jesus promete aos seus discípulos que o enviará. Fá-lo cinco vezes neste seu discurso de despedida, na Última Ceia, sendo esta a primeira delas (ii: vv. 25-26; iii: 15,26-27; iv: 16,4b-11; v: 16,13-15).
Jesus começa por prometer que, uma vez glorificado (cf. 16,26; 7,39; Lc 24,49), “rogará ao Pai” (o verbo está no futuro) e o enviará de junto dele (15,26), para o infundir no coração daqueles que creem nele, para que possam amar e pôr em prática os seus mandamentos (v. 15; cf. Ez 36,27).
Jesus chama o Espírito Santo “Paráclito” (v. 26; 15,26; 16,7). “Paráclito” (gr. paráklêtos) é um adjetivo verbal com um sentido passivo. É um termo jurídico que significa “ser chamado” (klétos) em tribunal para “estar ao lado” (pará) duma pessoa acusada que não sabe ou não se pode defender (como o órfão, a viúva, o estrangeiro: Ex 22,21; Dt 24,17; Jb 24,3; Is 1,17; Zc 7,10; Ml 3,5), para a defender, representar e interceder por ela (Mt 10,20; Mc 13,11), levando a sua causa até ao fim, garantindo o seu triunfo e restabelecendo os seus direitos. Neste caso, a sua função será desempenhada quer em relação a Jesus (dando testemunho dele e levando a cabo a sua obra), quer aos seus discípulos.
Em relação a estes, a sua função será também a de levar a cabo as outras funções que o termo também significa em grego: “consolador” (cf. Jb 21,2; Is 61,2; 66,1; Jr 31,9), reconfortador (cf. Is 57,18; Zc 1,13), exortador (cf. 2Ma 2,3; 7,21; Lc 3,18; At 2,40) e encorajador (cf. 1Ma 10,24).
A literatura rabínica usa o termo grego parákletos, transliterado em hebraico peraklith, com o sentido de “advogado de defesa”, “intercessor” (Targ Jb 16,20), aplicando-o a Moisés (Midr ExR 18,3), aos anjos (Targ Jb 33,23), ao arrependimento e boas obras (mAb 4,11; bShab 32a.7), aos sacrifícios expiatórios (bZeb 7b.9) e às obras de caridade (bBB 10a; cf. Str-B 2,560ss).
O Espírito Santo é o “outro Paráclito”, porque Jesus é o primeiro Paráclito, intercessor, junto do Pai (1Jo 2,1). Ao designá-lo assim, como uma Pessoa, ao mesmo tempo semelhante a si e distinta de si e do Pai, Jesus apresenta-o como uma Pessoa divina, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, dotada duma personalidade própria. O Espírito Santo procede do Pai e será enviado por Jesus glorificado de junto do Pai (cf. 15,26) “para estar com” os discípulos e tornar Jesus presente neles e no meio deles, agindo neles e através deles, continuando assim e levando a bom termo a missão de Jesus sobre a terra (cf. 20,22).
“Para sempre”, ou seja, o Espírito Santo não será dado por Jesus apenas para ficar com os seus discípulos nesta vida, mas também por toda a eternidade, na vida futura, como fonte perene de água viva que jorra para a vida eterna (4,14; 7,38), imergindo os discípulos no âmago da própria vida trinitária, onde Ele vive e é um com o Pai e o Filho.
- v. 17. O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem conhece. Vós o conheceis, porque permanece convosco e em vós estará.
O Paráclito era uma pessoa acima de toda a suspeita, que gozava de tal prestígio, que bastava a sua palavra para fazer fé, garantindo o triunfo da causa que defendia. Jesus denomina-o aqui “Espírito da verdade”.
A expressão “espírito da verdade” já existia no judaísmo. Basta ler esta passagem dum apócrifo judaico da época: “Dois espíritos assistem o homem: o espírito da verdade e o espírito do engano. No meio deles está o espírito de entendimento da mente, que é capaz de se virar para onde quer. As obras da verdade e as obras do engano estão escritas no coração dos homens, e o Senhor conhece cada uma delas. Não há nenhum momento em que as obras dos homens possam ser ocultadas, pois estão escritas no seu peito, diante do Senhor. O espírito da verdade dá testemunho de tudo e acusa todas; por isso o pecador é consumido pelo seu próprio coração e não pode levantar o olhar para o juiz” (Test Jud 20,1-5).
Na Regra da comunidade de Qumran encontram-se ainda mais pontos de afinidade com o Quarto Evangelho: “Deus criou o homem para dominar o mundo, e pôs nele dois espíritos, para que caminhe por eles até ao tempo da sua visita: são os espíritos da verdade e da falsidade. Da fonte da luz provêm as gerações da verdade e da fonte das trevas as gerações da falsidade. Nas mãos do Príncipe das Luzes está o domínio sobre todos os filhos da justiça; eles caminham por caminhos de luz. E na mão do Anjo das trevas está todo o domínio sobre os filhos da falsidade; eles caminham por caminhos de trevas” (1QS 23,19, aqui 17-21); “Deus, nos mistérios do seu conhecimento e na sabedoria da sua glória, pôs termo à existência da injustiça e no tempo da sua visitação destruí-la-á para sempre. Então a verdade permanecerá para sempre no mundo que foi corrompido pelos caminhos da maldade durante o reinado da injustiça até ao tempo determinado para o julgamento. Então Deus purificará todas as obras da humanidade com a sua verdade e refinará para si a estrutura da humanidade, afastando todo o espírito de injustiça de dentro da sua carne e purificando-os com o espírito de santidade de toda a ação ímpia. Ele aspergirá sobre eles o espírito da verdade como águas purificadoras [para os limpar] de todas as abominações da falsidade e da impureza do espírito imundo. Assim, os retos compreenderão o conhecimento do Altíssimo, e a sabedoria dos filhos do céu instruirá aqueles de conduta perfeita. Pois Deus escolheu-os para uma aliança eterna, e a eles pertencerá toda a glória de Adão. Não haverá mais injustiça, e todas as obras enganosas serão vergonhosas. Até aqui, os espíritos da verdade e da injustiça contendem no coração do homem, e andam em sabedoria ou em insensatez. Segundo a herança do homem na verdade e na justiça, assim ele odeia a injustiça; e de acordo com a sua parte na porção da injustiça, age impiamente nela, e assim abomina a verdade. Pois Deus reservou-lhes partes iguais até ao fim determinado e à nova criação” (1QS 4,21.23, aqui 18-25).
Em todas estas passagens a expressão “espírito da verdade” refere-se apenas a uma das duas inclinações do espírito humano, ou seja, a uma das duas tendências antagónicas do coração do homem a nível ético, indicando neste caso a sua inclinação para o bem, oposta à sua inclinação para o mal.
No Quarto Evangelho, porém, apesar da afinidade de linguagem com as passagens que acabamos de referir, devida certamente não tanto a uma dependência de umas em relação às outras, mas antes à existência de um fundo cultural judaico comum a todas elas, a expressão refere-se claramente ao Espírito Santo prometido, já apresentado por Jesus como uma Pessoa divina, distinta do Pai e dele (v. 16), que terá uma missão específica, própria, após a sua partida para o Pai.
Jesus chama-o “Espírito da Verdade” (cf. Is 57,18 LXX; Jo, 4x: 15,26; 16,13; 1Jo 4,6; 5,6), por oposição a Satanás, o “acusador” (Ap 12,10; Zc 3,1; cf. Jb 1,6; 2,1) e “pai da mentira” (8,44), porque sendo “o Espírito a verdade” (1Jo 5,6; Jo 4,23s), dá testemunho de Jesus (15,26), “a Verdade” (v. 6: he. ‘emet), fazendo o homem andar na verdade (2Jo 4), reconhecendo o seu pecado (Sb 1,6!; cf. Sl 51,8.13; 1Jo 1,8; cf. Jo 16,8-11) e praticando as obras do amor (Tb 13,6; 1Jo 2,4; 3,18).
O mundo não “vê” o Espírito da verdade, porque não acredita em Jesus e só olha às aparências (5,44; 12,43). Nem o “conhece” (1Cor 2,14), porque só busca os seus próprios interesses (15,19), opostos ao amor do Pai (1Jo 2,15s; 3,1).
A seguir, Jesus fala, referindo-se também à situação atual dos discípulos (cf. v. 7; 3,11; 4,22), após a sua ressurreição, depois deles terem recebido o Espírito como dom da nova Aliança, dizendo que eles “conhecem” (Jr 31,34; Hb 8,11; cf. 1Cor 2,11; 1Jo 3,24; 4,13) o Espírito da Verdade, porque Ele “permanece com” deles enquanto Igreja, comunidade da nova aliança (cf. At 15,28; 2Tm 1,14). “E em vós estará”, em cada um dos discípulos, como dom messiânico prometido, concedido por Jesus glorificado (7,39; 20,22), não de maneira episódica (como no AT), mas de forma definitiva, permanente.
- v. 18. Não vos deixarei órfãos: venho a vós.
Jesus promete que assim, após a sua partida, os seus discípulos não ficarão “órfãos” neste mundo (Lm 5,3; Os 14,3). No AT, o “órfão” é a imagem por excelência do pobre e desamparado que está à mercê dos poderosos e é vítima de todas as injustiças. Os discípulos vão ficar temporariamente sem Jesus, porque Ele vai partir (morrendo), mas (ressuscitado) “vem” (vv. 3.28; 20,19.26; 21,13). Esta é a grande promessa de Jesus (21,22s; cf. 6,39s.44.54; 11,24) e a esperança da Igreja (Ap 22,17; 22,20) – que Jesus venha na Sua glória – da qual a ressurreição do Senhor é anúncio e primícias.
- v. 19. Um pouco mais e o mundo já não me vê, mas vós vedes-me, porque Eu vivo e vós vivereis.
Jesus fala novamente, também a partir da situação atual dos discípulos (cf. v. 17), já após a sua ressurreição, dizendo que daí a “pouco” (7,33; 12,35; 13,33; umas horas) o mundo já não o “vê” (o verbo está no presente), subentende-se, porque Ele vai morrer e vai ser sepultado, deixando a partir de então de estar fisicamente presente na terra.
Mas “pouco” depois (ao terceiro dia) os seus discípulos “veem-no” (16,16-22; o verbo está no presente!), pela fé (6,40; 20,8), ressuscitado (20,18.20), e “viverão” (6,57; Ez 37,6.4) porque receberão pelo Espírito Santo (At 1,2s; Rm 8,11) a vida nova (3,3.5; 2Cor 5,16s) que Ele lhes dará (20,22), como penhor e antegozo da ressurreição final (5,25; 11,25). Isto acontecerá de modo particular na Eucaristia, como Ele já tinha prometido: “Assim como o Pai, que vive, me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que se alimenta de mim viverá por mim” (6,57; o grifo é nosso).
- v. 20. Naquele dia vós conhecereis que Eu estou no meu Pai e vós em mim e Eu em vós.
“Naquele dia”: esse dia é "o Dia de Iavé", o dia do juízo e da salvação, inaugurado em Jesus ressuscitado (16,23) que cumpre as promessas de Deus (Os 2,20; Am 8,10; 9,11; Zc 9,16; 12,3.8; 13,1), enviando de junto do Pai o Paráclito (12,45; 16,10; 20,19.26).
O Espírito Santo Paráclito far-lhes-á “conhecer”:
a) que Jesus é Deus, o Senhor (8,28; Ex 6,7; 16,6.12, Js 3,10; Ez 13,23; 22,16; 23,49; 36,11), que está no Pai (vv. 10s; 10,38!; 17,21), desde toda a eternidade, enquanto Filho de Deus, e glorificado na sua humanidade, enquanto Filho do homem (1,51; 3,13; 6,62).
b) que os seus discípulos “estão nele” (15,2!), como membros do seu Corpo, formando um nele (17,21ss), em íntima união uns com os outros (2Cor 5,17; Rm 12,5; 1Cor 12,27), participando na sua vida divina.
c) e que Jesus está neles, por meio do seu Espírito (Rm 8,9s; 2Cor 13,5; Cl 1,27). Cumpre-se assim a promessa fundamental do AT: Deus habitará no meio do Seu povo (Ex 29,45; Ez 37,21-28; 2Cor 6,16), promessa que agora se cumpre plenamente, mas de uma forma inaudita e surpreendente: habitando Deus, a própria Santíssima Trindade, neles (cf. 1,14!).
- v. 21. Quem tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. E quem me ama será amado por meu Pai e também Eu o amarei e me manifestarei a ele».
Fechando o quiasma com o v. 15, Jesus repete o que já tinha dito: que o amor se prova nas obras (1Jo 3,18). Mas para “guardar” os seus mandamentos, primeiro é necessário “tê-los”. Isto só acontece tendo em si o amor de Deus (Gl 5,22; Rm 5,5; Cl 1,8; 1 Jo 3,21s; 4,12s), que o Espírito Santo é e neles infunde (v. 17), derramando e imprimindo a “nova lei” desse amor no seu coração (2Cor 3,3; 7,6; 8,2.4; Jr 31,33; Pv 7,3). Quem o “tem” e “guarda” os seus mandamentos (1Jo 3,18), “reamando” Jesus como Ele o amou, será sua “mansão” (vv. 2.23), morada definitiva, lugar do seu repouso (Sl 132,14; 2Cr 6,41; Dt 12,9), não só agora, nesta terra (v. 23), mas também por toda a eternidade, no Pai (v. 2; Sl 9,8; Sb 7,27; Is 30,18; 66,22; Dn 6,27). O Pai (16,27) e Jesus amá-lo-ão (15,9) e Jesus “manifestar-se-á” a ele (gr. emfanizein: Ex 33,13; Sb 1,2), revelando-se-lhe (17,22s; cf. Sb 7,27), agindo nele (cf. Gl 2,20) e fazendo-o participar da sua vida divina.
Ler o texto outra vez... Em silêncio, escutar o que Deus diz no segredo...
2) MEDITAÇÃO… PARTILHA… (Que me diz Deus nesta Palavra?)
a) Que frase me toca mais? b) Que diz à minha vida? c) Oração em silêncio…
d) Partilha e) Que frase reter? f) Como a vou / vamos pôr em prática?
- O que prevalece na minha vida: o pessimismo e o desânimo ou a fé e a esperança em Jesus ressuscitado que continua a agir na história?
- Que manifestações do Espírito Santo vejo eu nos acontecimentos da história, na minha vida, na vida dos outros e na Igreja?
- A nossa comunidade e eu somos um lugar onde os homens podem encontrar a Deus? Que fazer para que isso aconteça cada vez mais?
3) ORAÇÃO PESSOAL… (Que me faz esta Palavra dizer a Deus?)
4) CONTEMPLAÇÃO… (Saborear a Palavra em Deus, deixando que ela inflame o meu coração)
Salmo responsorial Sl 66,1-7.16.20 (R. 1)
Refrão: A terra inteira aclame o Senhor.
Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras. R.
A terra inteira Vos adore e celebre,
entoe hinos ao vosso nome».
Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens. R.
Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,
vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.
Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,
nem me retirou a sua misericórdia. R.
Pai-nosso…
Oração conclusiva:
Deus todo-poderoso, concedei-nos a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T. Amen.
Ave-Maria...
Bênção final. Despedida.
5) AÇÃO... (Caminhar à luz da Palavra, encarnando-a e testemunhando-a na nossa vida, unidos a Cristo e unidos em Cristo)
Fr. Pedro Bravo, O.Carm.