Nossa Senhora é exemplo a seguir nos momentos de dúvida e de dor

alt 

 

O secretário de Estado do Vaticano Cardeal Pietro Parolin que presidiu à Missa da peregrinação de 13 de Outubro que encerra celebrações do 99.º aniversário das Aparições na Cova da Iria desafiou hoje os peregrinos presentes em Fátima a imitar a atitude da Virgem Maria nos momentos de “dúvida” e de “dor” nas suas vidas.


“Para muitos de nós, estes são momentos mais do que justificados em que o coração se comprime, se fecha, se aniquila, rompe qualquer comunicação com tudo e com todos; mas não sucedeu assim com Maria”, declarou o cardeal Pietro Parolin, na homilia da Missa que encerrou a Peregrinação Internacional Aniversária de outubro, a última grande peregrinação antes do ano jubilar do Centenário.


Perante mais de 80 mil peregrinos na Cova da Iria, o número dois da Santa Sé apresentou a Virgem Maria como alguém que “sabe estar ao pé da Cruz” e, por isso mesmo, tem uma “missão materna” na Igreja.


“Ao pé do Crucificado, o próximo são todos os discípulos e discípulas que Jesus ama; todos, sem excluir ninguém. Assim, ao pé do Crucificado, são próximo os discípulos e discípulas que fugiram”, acrescentou.


O cardeal italiano recordou as várias situações em que os crentes colocam “em dúvida a fidelidade de Deus” perante os “inimigos”, os “lados obscuros da vida”, contrapondo a esta atitude o compromisso e a convicção da fé de Maria.


“Na verdade, pode-se estar ao pé do Crucificado como mero espectador, movido apenas pelo desejo de ver o que sucederá” disse o cardeal enumerando outras situações idênticas como “estar ao pé do Crucificado como contestador, movido pela recusa de tudo o que provocou aquela cruz. Pode-se estar ao pé do Crucificado como desiludido, sem esperança, convencido de que nunca vai mudar nada e de que a própria mudança é uma trágica ilusão. Pode-se estar ao pé do Crucificado como ressentido, com a sensação de ter sido traído por Aquele em quem se depôs confiança. Como se pode também decidir não estar ao pé do Crucificado, fugindo e escondendo-se à espera de tempos melhores. Por isso não basta estar; temos de aprender a estar lá como se deve” e Maria “dá-nos o exemplo”.


"Ao pé do Crucificado, está disposta a atravessar uma das contradições mais dolorosas que uma mulher possa viver: a morte do seu próprio Filho; uma morte ainda mais gravosa, porque resultante da maldade dos outros”, observou.


“Devemos aprender a saber estar ao pé do Crucificado. Não é a experiência apenas de um momento; saber estar ao pé do Crucificado é a sabedoria sobre a qual se constrói a Igreja”.


O cardeal italiano, responsável pela diplomacia do vaticano, que veio a Fátima não apenas nessa condição mas “como um filho que vem ao encontro da mãe”, sublinhou  que quem ama “verdadeiramente” o próximo rejeita as “regras, as ideias e os comportamentos dos fortes”.


“Os «fortes» e os «poderosos» amam os «fortes» e os «poderosos»”, precisou.


“Ao pé do Crucificado, Maria é mulher corajosa, porque recusa submeter-Se às regras dos «fortes» e dos «poderosos». Naquele tempo, os parentes e conhecidos dos condenados à crucifixão não podiam aproximar-se destes últimos. Mas, corajosamente, Maria quebra esta regra; e, neste gesto, arrasta consigo Maria de Magdala e o discípulo amado”, disse ainda.


O secretário de Estado do Vaticano terminou a homilia pedindo aos peregrinos presentes em Fátima que saibam ser “construtores pacientes duma Igreja que anuncia o Evangelho não obstante as contradições e os lados obscuros da vida”.


Esta foi a última grande peregrinação antes do ano jubilar do Centenário, e assinala o final do 99.º aniversário das Aparições aos pastorinhos na Cova da Iria.


A Missa internacional foi concelebrada pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, 24 bispos e 270 sacerdotes. Antes da celebração, D. Pietro Parolin fez uma visita à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e deteve-se uns instantes ao pé dos túmulos dos pastorinhos em recolhimento e oração.

Caminhos Carmelitas

  • O meu Imaculado Coração será o teu refúgio
    E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus. Nossa Senhora dirigindo-se à pastorinha Lúcia de Jesus...
  • Nossa Senhora de Fátima – 13 de Maio
    A missão de Maria não consiste em completar Jesus, mas em atrair para Jesus. Neste sentido, Fátima não é um acrescento do Evangelho. A sua função — como adverte o Catecismo — é «ajudar a vivê-lo...
  • Catequese da Audiência Geral: O combate da oração
    Nenhum dos grandes orantes, que encontramos na Bíblia e na História da Igreja, teve uma oração cómoda. Certamente a oração traz-nos grande paz, mas através de um combate interior, por vezes duro,...
  • Amar como Jesus ama
    Jesus resumiu os seus mandamentos num só, este: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei» (v. 12). Amar como Jesus ama significa pôr-se ao serviço, ao serviço dos irmãos, tal como Ele o fez ao...
  • Pe. João Costa – 9 de Maio, 2021
    PE. JOÃO COSTA, O. CARM. Ordenação sacerdotal : 9 de Maio, 2021 Cripta da Basílica de Nossa Senhora do Sameiro Sameiro – Braga “É este o meu mandamento: amai-vos uns aos aos outros como...
  • 6º Domingo da Páscoa – Ano B
    “O que vos mando é que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” Jesus está a despedir-se dos seus discípulos. Amou-os apaixonadamente. Amou-os com o mesmo amor com que o Pai o amou. Agora tem que...

Santos Carmelitas