Os Milagres de Jesus II

OS MILAGRES DE JESUS - II

Muitos dos nossos contemporâneos consideram que os milagres são incompatíveis com o conhecimento científico da natureza. No máximo estão dispostos a admitir alguns fenómenos excepcionais, como efeito de sugestão ou de outras forças psíquicas e físicas ainda desconhecidas.

Uma desconfiança tão radical não parece justificada. O mundo apresenta-se como um processo evolutivo, sempre aberto a muitas possibilidades, caracterizado pela continuidade e, ao mesmo tempo, pela novidade. Nesta perspectiva, é possível conhecer o milagre como superação criativa de uma dada situação, por virtude divina, valorizando as próprias causas naturais. Não se trata, portanto de uma subversão, mas de uma recomposição da ordem das coisas, quase que uma antecipação da realização definitiva. Quanto à sugestão, não é difícil apercebermo-nos de que se trata de uma explicação insustentável. Nenhuma confiança, por muito grande que seja, pode causar curas instantâneas de graves doenças orgânicas, como a lepra, o cancro ou fracturas ósseas. Sem contar que, por vezes, são curadas pessoas que não estão conscientes ou em estado de coma, são revitalizados mortos ou é transformada a natureza inanimada.

Os milagres ajudam a acreditar de modo racional. Isso mesmo sugeriu o próprio Jesus: “se não credes em Mim, crede nas minhas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em Mim e Eu n'Ele” (Jo 10, 38). Contudo, os milagres não bastam para produzir a fé. É a atracção interior do Pai que a suscita. Nem são só os milagres os eventos salvíficos principais. O verdadeiro pão não é o que foi multiplicado, mas o eucarístico; a verdadeira luz não é a que foi restituída ao cego de nascença, mas a fé baptismal. Os sacramentos prefigurados pelos milagres, são uma comunicação de salvação mais importante.

Um milagre não ocorre contra a Natureza, mas contra o nosso conhecimento da Natureza.

(Santo Agostinho)

Liturgia do dia

  • Terça-feira da semana X
    S. Efrém, diácono e doutor da Igreja – MF Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória. Missa à escolha. L 1: 1Rs 17, 7-16; Sl 4, 2-3. 4-5. 7-8 Ev: Mt 5, 13-16 * Na Companhia de Jesus – S. José de Anchieta, presbítero – MF

Notícias do Vaticano

  • O Papa: abramo-nos ao Senhor e deixemos-nos agitar pelo vento do seu Espírito

    Abramo-nos ao dom do Espírito, buscando o Senhor e acolhendo a luz do seu Evangelho, com a certeza de que experimentaremos em nós uma vida nova, uma presença que abençoa, um amor gratuito que nos ajudará a passar da noite para a luz. Porque Deus não quer que nada se perca e desde já deseja dar-nos a vida eterna, para nos conduzir à felicidade que não tem fim: foi a exortação de Leão XIV na Vigília de Oração na noite desta terça-feira no Estádio Olímpico “Lluís Companys”, em Barcelona, na Espanha

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  • À espera do Papa na prisão de Brians, o capelão: que a Igreja siga caminho da misericórdia

    Entre as etapas de Leão na Catalunha, está a visita ao centro de detenção cautelar, onde duas detentas darão um breve testemunho. O padre mercedário Jesús Bel, há 40 anos empenhado na pastoral carcerária em diversas instituições penitenciárias, destaca o valor da visita: “Certa vez, enquanto celebrava em uma prisão na Venezuela, houve um tiroteio e foram justamente dois detentos que me salvaram. Se não se recupera o homem, é muito difícil que a pessoa consiga seguir em frente”

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  • Visita da Ir. Simona Brambilla e da Ir. Tiziana Merletti à Terra Santa

    Irmã Simona Brambilla, Prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e da Irmã Tiziana Merletti, secretária do mesmo Dicastério, visitaram a Terra Santa no início de junho: foram muitos os encontros.

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Santos Carmelitas